Não faz muito tempo que eu confessei aqui que era um ardoroso fã de Sarah Vaughan. Até aí, tudo bem, muita gente também é. O que nem todos sabem é que eu já sonhei com “Sassy”. Literalmente. Juro a vocês! Na verdade, eu sonhei que era músico e fazia parte do seu fabuloso grupo. E viajava com ela por todos os cantos desse mundão de Deus. Ah, meus amigos, que delícia de sonho. Como o pianista do trio, eu tinha ao meu lado, além de Sassy, a divina, a presença de Charles Williams no contrabaixo e George Hughes na bateria. O que eu sei dizer é que nós “aprontamos” um bocado nos shows e espetáculos. Não estava no gibi. Bastava a Sarah olhar para mim e eu já sabia que o andamento da melodia seria outro. Ora com o ritmo mais lento, ora acelerando mais que o “xaxado” do meu velho Ceará. E quando chegava a vez de “Misty”, eu sempre arrumava um jeito de improvisar algo especial para que a “divina” pudesse desfilar como uma rainha… “Over the rainbow” era outra canção preferida, uma vez que a “galera” ia ao delírio com a interpretação sempre emocionada de Sassy. Coisa linda, minha gente!
Até que um dia o Alexandre Kahtalian, meu terapeuta, disse enfaticamente: “se o Carlos insistir com essas “alucinações”, eu serei obrigado a interná-lo!”
Caramba, nem preciso dizer: nunca mais sonhei com isso. Juro pelo que é mais sagrado. E sequer tenho ouvido os discos dela. Podem acreditar (cruzando os dedos)!
https://www.youtube.com/watch?v=ERb81xZ2lWE&list=RDERb81xZ2lWE
