Disco: CD “That old feeling”, com Cleo Laine.

Ainda que eu esteja encabulado, devo confessar uma fraqueza a vocês: não posso ouvir uma mulher com voz “rouca” que as minhas pernas logo, logo amolecem. É impressionante, minha gente! E digo mais: não faz diferença se ela é mocinha ou “balzaquiana”. O importante é o tom da voz… e o jeitinho de falar. E aí? Será que eu estou ficando louco ou, por conta da idade avançada, estou me tornando um daqueles “velhos babões” que não podem ver um “rabo de saia”? Será, minha gente?!
O que sei dizer é que fico todo retorcido na poltrona quando escuto a voz de Cleo Laine. Ah, é uma delícia para os meus ouvidos sonhadores! Basta tocar a primeira faixa, que recebe o mesmo título do CD – “That old feeling” – e o mundo fica completamente azul. Coisa linda! Mas, para acabar de vez com essa minha dúvida, fiz um teste definitivo. Liguei para o meu amigo Celso Coelho, especialista em cantoras de jazz e perguntei: “ô, Celso, qual foi a primeira coisa que lhe chamou a atenção quando conheceu a sua esposa?” E ele, de bate pronto, juramentou: “amigo Carlos, sem sombra de dúvida, foi a voz da “fofinha”. Ah! Uma delícia!”
Ufa, que bom ter escutado isso. Afinal, eu já estava me considerando “tarado” ou coisa assim. Só falta agora você, amigo leitor, fazer o julgamento. Mas, por favor, primeiro ouça o disco e somente depois me escreva para dar o veredicto. Combinado?!

https://www.youtube.com/watch?v=bnM5ulD9OPs

https://www.youtube.com/watch?v=9R_ueNpnrRE

Cleo Laine

Disco:  CD  “La  mémoire  de  vent”, com Bia.

Uma coisa é verdade: o que tem de gente “destrambelhada”, perambulando por aí, não está no mapa. E como dizem que “cada louco tem sua mania”, então, eu vou contar um “causo” que me ocorreu. Foi no tempo em que frequentava o curso ginasial. Ou seja: é da época que o Mar Morto não estava nem doente ainda! Bem… melhor deixar pra lá. O fato é que eu me apaixonei, perdidamente, pela professora de francês, quando era adolescente. Coisa linda! E ela, durona, só “aceitava” conversar com os alunos se fosse em francês. Caramba, eu mal tinha saído do “cearês”! Mas é aquela história: cearense é bicho teimoso, que não larga a “rapadura”. E assim, não me dava por vencido. Estudava feito um louco, decorando até frases inteiras. Só para ter um “tête-a-tête” de dois minutos com ela. Bastava uma oportunidade e lá estava eu: “a tout à l’heure”, despedindo-me dela com tremedeira nas pernas. Céus… o que foi aquilo?! Passados tantos anos, vejam vocês, até hoje eu me lembro com carinho da professora Neide, e tenho por ela profunda gratidão.

“Ô, Carlos, você está aqui para falar sobre literatura, cinema e jazz e não de paixões juvenis”. Caramba, queiram me perdoar! Tudo bem… Já que é assim, a dica, então, é o disco dessa brasileira radicada na França: Bia. Meu Deus! Ela canta feito passarinho e tomou emprestado as canções de Chico Buarque e de Pierre Barouh. O que sei é que Bia consegue dar um toque pessoal e intimista às melodias. A interpretação de “Barbara” ficou emocionante. E a memorável canção, “Los Hermanos”, adquiriu profunda dramaticidade, com o acordeão “chorando” em solidariedade ao tema. Ficou impecável!

Enfim, para matar as saudades da querida mestra, só me resta dizer: “Elle était ma maîtresse préférée. Et à ce jour, je garde les meilleurs souvenirs de cette époque!“

https://www.youtube.com/watch?v=z_0Na_VF5Yw

Bia

Cinema:   filme  “Don  Juan  de  Marco”,  de  Francis Ford Coppola.

É interessante perceber que alguns filmes não alcançam o sucesso esperado, ainda que sejam belos e comoventes. E a gente, sem entender, fica a se perguntar porquê? Talvez seja o caso do irresistível “Don Juan DeMarco”, de Francis Ford Coppola. Lembram dele? Então, vejamos:

O divertido filme se baseia numa adaptação livre da história de Dom Juan DeMarco. Para tanto, Marlon Brando interpreta o papel de um psiquiatra de Nova York que assume o difícil caso de um paciente que afirma ser Don Juan DeMarco. A partir daí se desenrola uma deliciosa comédia romântica, com direito aos impecáveis desempenhos de Marlon Brando, Faye Dunaway e Johnny Depp.

Em alguns trechos, o filme foi capaz de nos arrebatar com o seu lirismo e a sua fantasia, mas que ainda assim… morreu na praia. Uma pena, isso sim! Porquanto a história era sedutora, o texto era comovente e a condução foi competente. Contudo, ele sofreu duras críticas e não recebeu o merecido reconhecimento…

O que sei dizer, meus amigos, é que até hoje eu guardo na memória afetiva a sequência final do filme. Na voz do “inquieto impostor”, ouvimos a comovente proclamação do paciente ao psiquiatra: “São quatro as questões de valor na vida: o que é sagrado? Do que é feito o espírito? Por que vale a pena viver? Por que vale a pena morrer? A resposta para essas questões é sempre a mesma: amor… só por amor!”

Blues: CD “Walking the Blues”, com John Lee Hooker.

Há quem assegure que uma pessoa só se torna completamente feliz quando cai na estrada e toma o rumo do coração. É… Pode ser verdade. Pelo menos, é o que dizem os velhos cantores de “blues”. E eles, minha gente, foram e ainda são os reis das estradas. Não somente da conhecida “Route 66” que corta aquele país. É que lá pelas bandas dos “states” tem estrada que não acaba mais. Quase todas bem arrumadinhas e conservadas. Quanta inveja nos dá, não é?!

No entanto, ainda que seja difícil de reconhecer, existem também “outras estradas” para serem percorridas por nós. E sem dúvida alguma, estas exigem um forte desafio a se encarar. Porquanto demandam outras incursões, outros descortinos e, quem sabe, até mesmo uma outra forma de coragem e desprendimento. O que sei dizer é precisei de sete anos para efetuar algumas importantes “descobertas”. E elas não me deram imunidades, é verdade, mas que me ajudaram a “soletrar o mundo” de forma mais serena, lá, isso foi!

Talvez, por isso, eu tenha adquirido tanta identidade com o “blues”. Eu explico. É que de um modo geral, eles foram concebidos com o intuito de “aplacar a dor” e, de quebra, oferecem uma via alternativa de comunicação emocional… Ah! Abençoados, sejam!

John Lee Hooker foi um desses craques da guitarra que perambulou por esse mundão afora. Mas, não foi qualquer um! Meu Deus, o homem cantava e tocava como se não estivesse ligando pra vida, nem aí para mundo. Parece até que ele nasceu colado à guitarra, tal a intimidade alcançada. Ora cantando com um estilo suave e displicente, ora aguerrido feito índio sobrevivente! “Walking the Blues“ é o título deste CD. A bem da verdade, vale muito mais pelas músicas, uma vez que a qualidade da gravação é sofrível. Paciência!

Ouçam “Dreaming the blues“ e, certamente, vocês se sentirão no velho Mississipi. Com direito até a uma dose do velho e bom “Jack Daniels”… Saúde, minha gente!

https://www.youtube.com/watch?v=W8dO9jXH6tE

John Lee Hooker

Memórias:  apesar de tudo, os sonhos são eternos!

Desde muito jovem eu já acreditava que a gente deve perseguir os sonhos até onde pudermos. Agora, se eles vão se realizar ou não, aí, são outros quinhentos! O importante, creio, é a gente fazer a nossa parte e deixar que o tempo e o destino se encarreguem do resto.

Como exemplo, eu me lembro desse magnífico filme, “Nunca te vi, sempre te amei” (o título original é “84 Charing Cross Road”), que desencadeou em mim uma incontrolável vontade de conhecer a livraria dos “meus sonhos”…

Pois é. O que sei dizer é que por duas vezes eu tive a oportunidade de ir a Londres. Quando lá estive pela primeira vez, em 1976, o filme ainda nem existia, pois foi concebido em 1986. Depois disso, voltei em 2014 e, obviamente, não podia perder a chance de realizar o acalentado sonho. Sendo assim, fui até a simpática “Charing Cross Road”, atrás do número 84. Então, após uma longa e bela caminhada, chegamos… Que pena! A livraria não existia mais… desde 1970!

Paciência, fazer o quê?! O sonho permanece ao meu lado…

https://www.youtube.com/watch?v=BQbgZSqAVOc

https://www.youtube.com/watch?v=CN6l5kZFhCs

Disco: CD “Outro sentido” , com António Zambujo.

Tem vezes que a gente se depara com determinadas situações que nos parecem muito familiares. E desse modo, somos capazes de assegurar que já conhecíamos ou, pelo menos, já tínhamos visto aquela situação ou aquela pessoa em outro lugar…

É… parece incrível. Mas foi o que me ocorreu quando escutei pela primeira vez a voz de António Zambujo. É que ao ouvir, ela me soava algo tão próximo, íntimo até. E mais feliz ainda eu fiquei quando ouvi a canção “Ao sul”. Céus! Zambujo, com profunda sensibilidade, acolhe o violão solitário e canta vagarosamente a linda melodia: “Sob as águas desse rio / onde a barca dos sentidos / nunca partiu. / Lá longe / inventei o dia azul / pelo desejo de chegar ao sul…”

O que sei dizer é que ouvindo o CD eu fui tomado por muitas lembranças de Portugal, de um tempo que eu já não sabia mais que existia em minhas memórias. Porquanto eu tinha apenas vinte e seis anos de idade e conheci sozinho aquele maravilhoso país. Perambulei um bocado pelas ruas de Lisboa. Ora fuçando a Livraria Bertrand, na Rua Garret, 72, bem atrás dos Armazéns do Chiado. Ora extasiado pelo passeio nas ruas e becos da Alfama, visitando o Museu do Fado e ouvindo toda sorte de canções de Amália Rodrigues e tantos mais.

Sim! Hoje, talvez eu tenha recebido a visita do meu avô, João Antunes. Uma visita espiritual, por certo, pois afinal mal cheguei a conhecê-lo. Faleceu quando eu tinha pouco mais de dois anos de idade. Mas em algum lugar do meu DNA veio gravado o imenso amor que ele tinha por sua terra…

Por tudo isso é que nesse ensolarado sábado de frio, após a caminhada matinal pela Beira-mar, eu acabei pegando na estante um disco para ouvir enquanto me acomodava na rede do escritório. Não é que o disco, aleatoriamente escolhido, foi esse de António Zambujo, intitulado “Outro sentido”? Belíssimo, por sinal. Tem os ingredientes necessários para o deleite de todos: lindas melodias, belas interpretações e um imenso amor ao canto português!

Como não há nada mais a dizer, quero deixar aqui o meu registro de gratidão por esse Portugal que me acolheu tão lindamente. E ao meu avô João Antunes que, decerto, plantou nas terras brasileiras a marca de sua brava trajetória. Abençoado seja, vô!

https://www.youtube.com/watch?v=EdtEEOKMtFg&list=PL_5Ie4-nFson5w6qnDrwt1UbUmJEH4Nq9

Antonio_Zambujo

Vovô João

( meu avô materno, João Antunes)

Jazz: CD “Every day I have the blues”, com Joe Turner.

Dizem que aquela atmosfera carregada de fumaça de cigarro e cheiro de uísque de “segunda”, com um “blues” chorado na voz de um “crooner” e uma carinhosa mulher sussurrando em nosso ouvido, talvez só aconteça nos filmes de Hollywood. Poxa, que pena, minha gente… Porquanto sempre sonhei com isso! No fundo, acho que nasci no lugar e tempo errados.

No alto dos seus cento e “muitos” quilos, Joe Turner foi um dos mais conhecidos cantores de “blues” do Kansas. E tinha um estilo displicente de soltar a voz, como quem não está nem aí para o mundo. Para ele, cantar ou chupar cana-de-açúcar são atividades corriqueiras. Basta ouvir “Everyday I have the blues” e me entenderão. A facilidade com que ele passeia por esse “suingado blues” não está no gibi!

Big Joe foi acompanhado por Sonny Stitt (sax), o fantástico guitarrista Pee Wee Crayton, J. D. Nicholson (piano), Charles Norris (contrabaixo) e Washington Rucker na bateria.
Ah, tenho que confessar algo a vocês: adoro o jeitão moleque com que “Big Joe” canta “Lucille”. No meu imaginário, podem acreditar, é como se eu estivesse nos tradicionais “inferninhos” de Kansas City, Missouri, onde há sempre um cantor de “blues” debruçado sobre a guitarra deliciando as plateias… Por isso, então, eu afirmo: que me perdoe o estimado John Lennon. Mas, para mim, o sonho ainda não acabou…

Bendito seja o jazz!

https://www.youtube.com/watch?v=GsUuw8Gqmtc

Big Joe

Jazz: “Storyville”, o quartel-general do jazz!

Storyville era o bairro boêmio de Nova Orleans, fechado em 1918. Boa parte do cancioneiro norte-americano nasceu nas entranhas das ruas e becos daquele bairro. Era, também, o quartel-general das prostitutas. Por isso, os grandes músicos frequentaram àquela região em busca de bebida, emprego e, de quebra, algum “carinho” … O certo é que diversos músicos estabeleceram os seus “escritórios” ali. Só que com o fechamento e com a facilidade de se obter trabalho nos “riverboats” (barcas fluviais que atravessavam o rio Mississipi e seus afluentes), os músicos começaram a migrar para o Norte do país. Alguns foram para Memphis e St. Louis. Outros preferiram Kansas, Pittsburgh, Davenport e etc. Até alcançarem Chicago, que já era um grande centro e que, por conta dessa migração, se transformaria na nova capital do jazz. No entanto, apesar de toda a “malandragem” acumulada em Nova Orleans, os músicos se depararam com uma nova e complicada questão: a politicagem! É que nos “dance halls” e “bas fonds” as oportunidades eram mais voltadas para as grandes orquestras, complicando a vida de muitos artistas “solo”. Ainda assim, eles sempre davam um “jeitinho”…

storyville

storyville1

Disco: “Dreamland”, com Madeleine Peyroux.

No tempo em que eu era só criança, eu ouvia muitas histórias de fantasmas. Alguns deles eram camaradas, mas outros, minha gente, eram assustadores. E assim, com os olhos arregalados, eu fingia não sentir medo para não sofrer maiores pressões. Pois é. O fato é que, desde então, o mundo girou mais um bocado. Eu fui crescendo e conhecendo outros “fantasmas”, bem mais inquietantes. Bem mais cotidianos. Eles estão infiltrados em todos os cantos por onde andamos. Nos ônibus, nosso futuro incerto. Em nossas famílias, sonhos interrompidos.

Até que um dia eu estava caminhando pela Rua Augusta, em São Paulo, quando entrei numa dessas lojas de discos raros. Céus, não é que reencontrei os “fantasmas”… Sim! Pousavam nas prateleiras. Pousaram neste incrível disco da Madeleine Peyroux.

A “carinha” dela era até familiar, só faltava ter a violeta presa nos cabelos. Lá estava o fantasma de Billie Holiday. Atento como sempre. Como se soubesse exatamente a quem procurar e em quem se “encostar”. Se vocês não acreditam, então, ouçam Madeleine cantar “A prayer” e me entenderão. Caminhem com ela em “Walkin´after midnight”. Sejam “seu homem” em “Hey sweet man”. E se tudo isso não bastar, eu rogo a vocês: confiem em sua “La vie en rose”.

Ah, minha doce Billie, que falta você me fazia. Ao menos, até ter conhecido a sua “herdeira espiritual”. Por tudo isso, minha querida, eu beijo o seu passado e a partir de agora, creia-me, beijo também o seu presente…

https://www.youtube.com/watch?v=_nN2o6ypNNQ

peyroux

Cinema: filme “Bagdad Café”, de Percy Adlon.

PARA  ALÉM  DA  FANTASIA

Já faz um tempinho que venho escrevendo sobre cinema. Confesso a vocês, para mim esta tarefa tem sido muito prazerosa. Isto porque falar sobre cinema é falar sobre “arte” e, como se sabe, o cinema é reconhecido como a sétima arte. Aliás, com muita justiça. Afinal, foram muitos os atores e diretores que emprestaram seus talentos às filmadoras. Criaturas que buscaram por intermédio da arte “imitar a vida”, conseguindo retratá-la, recriá-la ou até subvertê-la. Pois assim é o cinema: aquela tela “encantada” que nos proporciona a grande catarse coletiva. Seja para nos transportar no imaginário das histórias e nos emocionar com a fantasia, seja para denunciar a nossa recorrente dificuldade de sonhar. O que sei dizer, minha gente, é que de uma forma ou de outra o cinema nos oferece a grande possibilidade de lavar a alma. Que maravilha!

Se uma pessoa é capaz de se modificar a partir de um bom filme ou livro fora do comum, é sinal de que ela possui sensibilidade necessária ao crescimento. E quando essa mesma criatura também é capaz de crescer a partir de um relacionamento marcante ou por conta de um acontecimento especial, então, é sinal que já foi “tocada”. Melhor ainda: deixou-se “tocar”. Ah!, este é um momento mágico. Mais do que isso, é um momento de apurado valor espiritual, porquanto raramente deixamos acontecer, o que é uma pena. Pode-se dizer que foi estabelecido nesse momento o real processo da “purificação”. Sim! É que nessas horas, por certo, nós conseguimos harmonizar nossa alma e, de alguma maneira, deixamos vazar o lado mais sensível que há nela. Quantas pessoas conhecemos nessa vida que não permitem isso? Ou, o que é pior, quantas nem sequer “atinam” para a beleza desse movimento? Muitas, lamentavelmente. Tornam-se os verdadeiros errantes!
O nosso estimado poeta, Vinícius de Moraes, orgulhosamente nos dizia que “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. Com certeza, meu poeta, uma vez que observamos que a grande “dificuldade” dos homens é exatamente “viver” e, com isso, se encontrar. Poucos conseguem. Desafortunadamente, a grande maioria se desencontra e apenas “sobrevive”…

Riobaldo, do Guimarães Rosa, dizia com extrema propriedade: “Viver é muito perigoso!” Pois é, companheiro… talvez seja. No entanto, assim como ele se atreveu no proibido afeto que sentia por Diadorim, nós também precisamos “ousar”. Para tanto, devemos nos “expor” ante a vida, se desejamos nos emocionar com ela. Caso contrário, cumpriremos o percurso de forma “previsível e enfadonha”, sem jamais percebermos as belezas espalhadas nos caminhos que trilhamos.

Também é verdade que a grande sabedoria humana não está registrada em nenhuma enciclopédia, visto que é algo subjetivo e requer sensibilidade. De fato, a “sabedoria” desta vida está em aprender a ler o livro, o “livro da vida”, de forma correta. E o acesso a esse invisível livro é aparentemente muito fácil. Contudo, são raras as criaturas que alcançam esta capacidade e que desfrutam desse Nirvana. De modo geral, o que se percebe é que somente as pessoas “iluminadas” ou aqueles indivíduos “ousados” são capazes de decodificar o livro da vida. Com isso, eles não só se deliciam com a mágica leitura como também nos proporcionam “mensagens especiais”. Então, fica aqui um convite: assista ao belíssimo filme “Bagdad Café” e depois me diga algo a respeito!