“POR QUEM OS SINOS DOBRAM?”

Dizem que a ‘gratidão’ é um dos sentimentos mais evoluídos que um ser humano pode apresentar. Sim, é bem possível que seja. E se isso for verdade, meus amigos, torço então para que os ‘espíritos hospedeiros’ tenham esta compreensão quando chegar a minha hora…

Por enquanto, creio, ainda há muito o que fazer por aqui. Muitos projetos de vida. Muitas descobertas e… muito o que aprender, isso sim! É que a nossa estrada é longa e desafiadora, repleta de acontecimentos. Por sorte, é verdade, eu tenho sido contemplado com maravilhosas notícias, dessas que devolvem o brilho aos olhos atentos. Melhor assim!

Se eu afirmo isso, minha gente, é porque a vida vem me ensinando, todos os dias, que as pessoas representam a coisa mais importante na nossa existência.

Também é verdade que ‘homem nenhum é uma ilha’, como dizia John Donne, em seu antológico livro – “Meditações” (1623). Isso foi tão certeiro que até serviu de inspiração para o inesquecível romance, “Por quem os sinos dobram”, do escritor Ernest Hemingway, que mais tarde foi adaptado ao filme de mesmo nome.

Por sinal, se há uma coisa que sempre me intrigou, confesso, é tal do ‘destino’. Céus! Acho que dava para escrever um livro sobre isso, porquanto o tema fascina um punhado de gente nesse mundão afora. Afinal de contas, qual é o papel que nos cabe no percurso da vida? E qual é a ‘mão do destino’ que tantas histórias têm modificado por aí? Sei não. No fundo, eu acredito que cabe a cada um de nós abraçar a melhor resposta, desde que ela nos atenda. Eu, por meu turno, sempre aceitei que o destino ‘existe’ sim. Mas acredito também que a gente dá uma tremenda ‘mãozinha’ a ele… Ah, disso eu não tenho dúvida!

É o tal negócio: a gente vai pelejando como pode e, muitas vezes, sem que percebamos, surgem alguns ‘toques externos’ que corrigem ou modificam o curso dos acontecimentos. E o mais importante é que isso pode acontecer uma única vez ou mesmo diversas vezes ao longo da estrada. Isso não quer dizer que não teremos ‘outra oportunidade’…

De toda forma, o importante é a gente ficar atento aos movimentos que efetuamos, à medida que eles sinalizam os caminhos e os descaminhos que trilhamos. O resto, convenhamos, ficará por conta da nossa acuidade e zelo. Sempre.

Por isso, então, quando olho para trás, procurando entender a minha trajetória, eu descubro que o ‘destino’ foi tremendamente generoso comigo. Ao me entrelaçar a outras tantas criaturas maravilhosas, eu tive a sorte grande de aprender com elas.

Por fim, cabe registrar que a frase do título dessa crônica tem a ver com o livro de Ernest Hemingway. E é inspirada em um sermão do poeta inglês, John Donne, que diz: “A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte da humanidade; e por isso nunca procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.

Pois é. Toda essa digressão me fez lembrar a comovente história filme de Sam Wood, produzido em 1944, intitulado “Por quem os sinos dobram?”. O filme é baseado no aclamado livro de Ernest Hemingway, de 1940, cuja história narra três dias na vida de um americano que se ligara à causa da legalidade na Espanha. O personagem Robert Jordan é um especialista em demolições e está focado na missão de explodir uma ponte estratégica. É bom lembrar que o magnífico romance explora temas como o amor, a morte e o custo humano da guerra. O filme contou com Gary Cooper, no papel do galã, e introduziu a linda Ingrid Bergman no cenário cinematográfico.