11 de junho de 2024

11 de junho de 2024. Hoje, ao olhar a data no calendário, sinto o peso do tempo. Junho chegou, e com ele as manhãs frias e o desejo de recolhimento. O número 11 sempre me pareceu um convite à reflexão. Dois unos lado a lado, como duas pessoas caminhando juntas. Talvez por isso, neste dia, eu me sinta inclinado a pensar sobre a jornada.

Meus amigos, a vida é feita de dias como este: comuns à primeira vista, mas cheios de significado se paramos para observar. Lembro-me de quantos junhos já vivi, cada um com suas particularidades. O tempo passa, e nós, muitas vezes, apenas seguimos o fluxo. No entanto, escrever sempre foi uma forma de fixar os momentos, de dar sentido ao efêmero.

Como dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade: "O tempo é a minha matéria, do tempo possuo, e o tempo é a matéria da vida." Essas palavras me acompanham. É no cotidiano que encontramos a poesia. No café da manhã, na leitura de um livro, na música que toca ao fundo.

Hoje, enquanto escrevo, ouço ao fundo um disco de Chet Baker. O jazz tem essa capacidade de nos transportar. Cada nota parece contar uma história, assim como as crônicas. A literatura, o cinema e a música são fios que tecem a nossa existência. Neste dia, convido vocês a também buscarem refúgio na arte. Que ela nos inspire e nos traga paz.

Que este dia 11 de junho nos lembre de valorizar o presente. Que possamos seguir com coragem, como nos ensinou Guimarães Rosa: "O que a vida quer da gente é coragem." E que a arte, em todas as suas formas, continue a nos alimentar a alma.

Um abraço a todos e até o próximo encontro.

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