Navegando pelos arquivos de outubro de 2021. A primavera pintava os dias com uma luz generosa em Santa Catarina. Revisitar estas páginas é como abrir um velho caderno de anotações, onde o tempo parece ter parado entre uma crônica e outra. Lembro-me das tardes tranquilas, do cheiro de café fresco e da companhia inseparável dos livros e dos discos.

Foi um mês em que as memórias da infância no Rio de Janeiro insistiram em aparecer, entrelaçando-se com as descobertas do presente. Escrevi sobre os encontros e desencontros da vida, sobre a música que embala a alma e sobre o cinema que nos faz sonhar. Cada texto carrega um pouco do afeto que sinto ao partilhar estas palavras com vocês, leitores queridos.

Há uma frase do Drummond que insiste em ecoar: “O tempo é a minha matéria, do tempo estou enamorado”. Pois bem, outubro foi generoso em me fornecer matéria-prima: as lembranças do Estácio, as reflexões sobre o envelhecer, as descobertas musicais e as conversas sobre o sentido da vida. É um prazer poder oferecer a vocês este retalho de tempo.

Espero que, ao ler, sintam o mesmo aconchego que eu senti ao escrever. Sigamos juntos, mergulhados na literatura e no jazz, celebrando este encontro que o acaso nos proporcionou. Que a leitura seja uma pausa gentil na correria do mundo.

Um grande abraço e boa diversão!