Jazz: a “Era das Big Bands”

É sabido que o jazz, muitas vezes, andou atrelado à contravenção. No apogeu do ragtime (1897 – 1917), por exemplo, os famosos “gângsteres” de Chicago, New Orleans e Nova Iorque mandavam e desmandavam nos destinos da música americana. E nos cabarés, quase todos controlados pelos mafiosos, somente os músicos apadrinhados podiam tocar ou cantar. Pouca coisa se podia fazer sem a permissão dos “donos” das cidades. Os conhecidos “vaudevilles” – shows musicais com a participação de dançarinos – imperavam em todos os cantos. Era a “febre” da dança e de intensa produção musical, como no caso das “Dixieland Bands”. Foi um período muito fértil musicalmente e grandes nomes foram lançados: Jelly Roll Morton, King Oliver, Scott Joplin, Buddy Bolden, Fats Waller e tantos mais. É bem verdade que muitos músicos dessa época sobreviveram às custas do “dinheiro sujo”. Eram tempos difíceis!

De certa forma, a Primeira Grande Guerra serviu como marco divisório na história do jazz, pois, logo a seguir, ressurgiu fortemente o “blues”. No entanto, se antes o “blues” exortava à dor e às dificuldades dos “errantes” negros do Sul, passou, depois disso, a expressar temas voltados para os problemas do amor. A década de 1920 viria a ser a “idade de ouro” dos “blues” vocais, que dominaram o país e influenciaram definitivamente o jazz!

 

A Era das Big Bands.

 

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência... Ver todos posts por Carlos Holbein

Carlos Holbein Antunes de Menezes é, segundo ele mesmo, “um professor de química por formação ou sina e escritor por vocação ou insistência”.

Nascido no Ceará, foi morar no Rio de Janeiro quando tinha apenas cinco anos. Formou-se em Química, em 1976, onde teve início a carreira do magistério.

Após a aposentadoria do giz e do quadro-negro, Carlos Holbein passou a dedicar o seu tempo entre os projetos pedagógicos da Secretaria de Educação de Santa Catarina e a literatura, que junto com o cinema e o jazz formam a fonte de maior deleite.

Sobrinho do premiado escritor, Holdemar Menezes, com quem teve a sorte de conviver desde a adolescência, Carlos parece ter herdado do tio não somente a vocação literária, mas, também, o estilo marcante que seduz o leitor.

Em março de 2000, começou a escrever artigos sobre cinema e jazz para revistas de áudio e vídeo. Por conta do refinado estilo, acabou suscitando grande interesse dos leitores. Prova disso é que os seus textos atravessaram os mares e aportaram em Portugal.

O livro “Jazz, Cinema & Utopia” é fruto das publicações nas diversas revistas que colaborou nos últimos anos.