Disco: CD “White blues”, de Chet Baker.

Há quem afirme que o acidente ocorrido em maio de 1988 com Chet Baker, em Amsterdam, foi suicídio. Segundo esses, Chet se desencantara da vida há mais de uma década. Por isso mesmo, os seus últimos discos foram verdadeiras “mensagens do além”. Pois é, minha gente… Eu não sei o que vocês pensam a respeito, mas, de minha parte, eu declaro com convicção: isso pouco altera o meu estado de espírito. Porquanto eu sempre me emocionei com as interpretações de Chet, sejam elas antes ou após a sua morte. E digo mais: hoje em dia, por conta de uma visão mais espiritualizada, eu chego a acreditar que Chet Baker, de fato, já cumprira a sua “missão”, aqui nesse plano, bem antes de sua morte física. Como legado, ele nos deixou uma obra imortal e nos proporcionou verdadeiras “viagens”. Sim, meus amigos, quando conhecemos a música de Chet, percebemos que somente ele é capaz de nos pôr em contato com aqueles que já fizeram a “passagem”. Afortunadamente, ele nos revela em cada nota soprada a “presença” dos nossos entes, anjos e querubins… O que posso dizer é que após a “partida” de minha querida mãe, ouvir “Somewhere Over The Rainbow” passou a ter outro ritual, talvez mais “elevado”. Por vezes, creiam-me, Chet me faz mergulhar integralmente na atmosfera da música. E assim, embalado pela canção, eu passei a acreditar que realmente há algo especial além do arco-íris… Desse modo, quem sabe eu possa até mesmo acariciar as mãos e os lindos cabelos de Dona Jarina… minha querida mãe? Então, obrigado, Chet. Bendito seja!

https://www.youtube.com/watch?v=z4PKzz81m5c

CBaker_WhiteBlues

Sobre o escritor

Carlos Holbein Antunes de Menezes é, segundo ele mesmo, “um professor de química por formação ou sina e escritor por vocação ou insistência”.

Nascido no Ceará, foi morar no Rio de Janeiro quando tinha apenas cinco anos. Formou-se em Química, em 1976, onde teve início a carreira do magistério.

Após a aposentadoria do giz e do quadro-negro, Carlos Holbein passou a dedicar o seu tempo entre os projetos pedagógicos da Secretaria de Educação de Santa Catarina e a literatura, que junto com o cinema e o jazz formam a fonte de maior deleite.

Sobrinho do premiado escritor, Holdemar Menezes, com quem teve a sorte de conviver desde a adolescência, Carlos parece ter herdado do tio não somente a vocação literária, mas, também, o estilo marcante que seduz o leitor.

Em março de 2000, começou a escrever artigos sobre cinema e jazz para revistas de áudio e vídeo. Por conta do refinado estilo, acabou suscitando grande interesse dos leitores. Prova disso é que os seus textos atravessaram os mares e aportaram em Portugal.

O livro “Jazz, Cinema & Utopia” é fruto das publicações nas diversas revistas que colaborou nos últimos anos.