Disco: CD “Amorosa”, de Rosa Passos.

Vejam como são as coisas. Eu fui professor de química por mais de trinta anos e, ao que tudo indica, terminei a carreira com o “gosto” de ter sido um bom professor. Daqueles que se preocupam efetivamente com o aprendizado dos alunos. Além disso, minha gente, nunca fui “carrasco” na correção das provas. Muito ao contrário, sempre entendi que o professor tem a obrigação de aproveitar toda e qualquer resposta produzida pelo estudante, ainda que seja apenas proporcional. Afinal, ao avaliarmos os alunos, temos o compromisso de pontuar o que o aluno sabe… e observar o que ficou faltando!
Mas o que eu queria dizer é que após a minha “aposentadoria” do giz e do quadro-negro, enveredei por outros caminhos. O primeiro foi quando cheguei em Florianópolis: tornei-me coordenador editorial de uma importante revista em São Paulo. Lá, aprendi a diagramar, fazer “layout”, revisar textos e, por fim, escrever artigos e crônicas sobre cinema e sobre o jazz, minhas duas paixões ao lado da literatura. Foi um rico aprendizado, creiam-me. O segundo foi quando me aventurei a dar cursos sobre a história do jazz, sobre literatura e sobre o cinema. Aí, meus amigos, eu descobri que a capacidade de o homem aprender é ilimitada. E prazerosa!
“Mas o que isso tudo tem a ver com o disco da Rosa Passos, Carlos”, perguntarão! Céus… queiram me desculpar. É que eu comecei a escutar o CD “Amorosa”, da Rosa Passos e acabei “viajando” nos pensamentos, propiciando essas digressões…
Então, pelo sim ou pelo não, acho que vocês deveriam conferir. Vai que o seu “motivo” é também intrigante e lhe permitirá boas lembranças, não valerá a pena?!

 

Rosa Passos

Publicado por

Carlos Holbein

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou “sina” e escritor por “vocação” ou insistência… Ver todos posts por Carlos Holbein

abril 2018

abril 2018
STQQSSD
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

Sobre o escritor

Carlos Holbein

Carlos Holbein Antunes de Menezes é, segundo ele mesmo, “um professor de química por formação ou sina e escritor por vocação ou insistência”.

Nascido no Ceará, foi morar no Rio de Janeiro quando tinha apenas cinco anos. Formou-se em Química, em 1976, onde teve início a carreira do magistério.

Após a aposentadoria do giz e do quadro-negro, Carlos Holbein passou a dedicar o seu tempo entre os projetos pedagógicos da Secretaria de Educação de Santa Catarina e a literatura, que junto com o cinema e o jazz formam a fonte de maior deleite.

Sobrinho do premiado escritor, Holdemar Menezes, com quem teve a sorte de conviver desde a adolescência, Carlos parece ter herdado do tio não somente a vocação literária, mas, também, o estilo marcante que seduz o leitor.

Em março de 2000, começou a escrever artigos sobre cinema e jazz para revistas de áudio e vídeo. Por conta do refinado estilo, acabou suscitando grande interesse dos leitores. Prova disso é que os seus textos atravessaram os mares e aportaram em Portugal.

O livro “Jazz, Cinema & Utopia” é fruto das publicações nas diversas revistas que colaborou nos últimos anos.