Reflexão de um dia de arquivo

29 de julho de 2025. O calendário avança, implacável. Aqui no POLTRONA ESPECIAL, cada data é uma cápsula do tempo. Hoje, o arquivo diário se apresenta sem grandes alardes, mas com a serenidade de quem sabe que o silêncio também é uma forma de narrativa.

Recordo as palavras do mestre Ariano Suassuna: "O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso." Pois é com essa esperança realista que encaro este arquivo. Não há o que anunciar, a não ser a própria existência do dia. E isso, meus amigos, já é muito.

A vida do escritor é feita destes intervalos. Entre um texto e outro, a respiração. Entre uma memória e outra, o esquecimento. Neste 29 de julho, deixo aqui este registro de passo. Um aceno para o futuro, para que, quem um dia revisitar este arquivo, saiba que aqui houve um momento de pausa, de recolhimento.

Penso no meu neto João Pedro, que está crescendo tão rápido. No Gabriel, que aos 22 anos navega o seu próprio destino. As datas são marcos. O dia 29 de julho de 2025 será, para sempre, o dia em que escrevi estas linhas, sentado em minha mesa, ouvindo o silêncio da tarde.

O jazz está tocando baixinho ao fundo. Talvez "Round Midnight", de Thelonious Monk. A música certa para um dia de arquivo, um dia de contemplação.

Que este pequeno texto sirva como uma ponte entre o ontem e o amanhã. E que, no grande mosaico da vida, esta peça encontre o seu lugar.

Voltar para a página inicial