5 de maio de 2024

Hoje, ao acordar, percebi que o calendário marcava 5 de maio de 2024. Um domingo. Não sei bem por que, mas a data me soou familiar, como se o universo sussurrasse algo aos meus ouvidos. Lembrei-me então de um velho caderno de anotações, daqueles que guardamos pelo cheiro e pela textura do papel, onde registrei, há muitos anos, uma frase de Fernando Pessoa: "Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." A frase, lida na juventude, ganhou hoje novos contornos.

Depois do almoço, resolvi caminhar. O outono em Florianópolis é generoso, oferecendo um sol ameno e uma brisa que convida ao pensamento. Caminhei pela Lagoa da Conceição, observando as águas tranquilas e o movimento suave dos barcos. Pensei na efemeridade das coisas, na beleza dos instantes. Pensei no amor, esse sentimento que nos move e nos transforma. Pensei na minha família, nos amigos, nos leitores.

A vida, no fim das contas, é feita desses pequenos grandes momentos. Cabe a nós, fiéis tecelões do nosso destino, dar a eles o valor que merecem. Que todos tenham uma boa semana. Até a próxima crônica.