12 de abril de 2024
Ah, meus amigos, hoje acordei com o pensamento voltado para este dia 12 de abril de 2024. O calendário avança implacável, e eu me pego refletindo sobre o que este ano tem me trazido. Abril é o mês do outono aqui no hemisfério sul, e a brisa fresca da manhã me convida a revisitar memórias antigas. A luz dourada do fim da tarde, o cheiro de terra molhada depois de uma chuva passageira, tudo isso me transporta para outros tempos.
Lembro-me de outros abris: o abril de 1964, com seus acontecimentos que marcaram minha infância; o abril de 2000, quando comecei a escrever para revistas; e tantos outros que se misturam como fios de um grande tear. Cada abril tem seu cheiro, sua luz, sua canção. Naquele abril de 1973, por exemplo, eu me iniciava no magistério, cheio de sonhos e incertezas. Hoje, olhando para trás, vejo que cada passo valeu a pena.
A música sempre acompanhou meus abris. Lembro de um disco de Chet Baker ouvido numa tarde chuvosa de abril, ou um filme de François Truffaut que me fez chorar. São essas pequenas coisas que dão cor à vida.
Nesta data, convido você a explorar os arquivos do blog. Temos crônicas sobre cinema, jazz, literatura e memórias. Passeie pelo arquivo de abril de 2024 e veja os textos que publiquei neste mês. Ou, se preferir, volte à página inicial e descubra outros temas. Há sempre uma crônica esperando por você, seja sobre um disco de Ella Fitzgerald, uma reflexão sobre a passagem do tempo, ou uma homenagem a nossos escritores brasileiros.
Que a leitura possa aquecer seu coração neste outono. Como escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade: “Mundo mundo vasto mundo, mais vasto é o meu coração.” Que este dia 12 de abril seja uma data de encontros, ainda que apenas através das palavras.
Um abraço fraterno,
Carlos Holbein