O mês de dezembro de 2021 foi um período de fortes emoções e reflexões profundas no POLTRONA ESPECIAL. Entre memórias de infância, viagens imaginárias e a crítica cultural que nos é cara, o autor Carlos Holbein presenteou os leitores com crônicas que aquecem o coração e convidam à introspecção. Revisitamos textos sobre jazz, cinema e literatura, sem perder o tom pessoal e afetivo que marca a sua escrita. Abaixo, você confere todos os posts publicados neste mês.

O Chamado do Neto

No fundo, eu sou um perseguido, isso sim. Mas, calma aí, que eu explico a vocês. A verdade é que só fui à janela porque pensei ter ouvido gritos do meu neto. Esta crônica, que abre o mês de dezembro, mergulha no universo da paternidade tardia e da avosidade. Com a sensibilidade de quem já criou um filho e agora observa o neto crescer, Carlos Holbein narra o desespero momentâneo de achar que algo de errado aconteceu, para logo descobrir que a vida segue seu curso alegre e barulhento. Um texto que transborda humanidade e amor familiar.

Disco: Chet Baker e a Saudade

Uma imersão na obra do trompetista que marcou gerações. A sonoridade de Chet Baker como trilha sonora para as tardes de dezembro. O autor revisita o disco "It Could Happen to You" e as memórias afetivas que a música do jazzista carrega. Conectando o som suave do trompete às paisagens da Lagoa da Conceição e aos dias de sol em Florianópolis, o texto é um convite para redescobrir o cool jazz e a genialidade de um dos músicos mais fotogênicos e trágicos do século XX.

Cinema: Era Uma Vez em… Buenos Aires

Uma viagem cinematográfica pela capital portenha, revisitando clássicos e descobrindo novos olhares sobre a cidade do tango. O texto passeia por "O Segredo dos Seus Olhos" e "Funny Dirty Little War", traçando paralelos com a literatura de Jorge Luis Borges e Julio Cortázar. Mais do que uma crítica cinematográfica, é uma reflexão sobre como o cinema nos permite viajar sem sair do lugar, especialmente em tempos de recolhimento e introspecção.

Memórias: Os Presentes de Natal da Infância

Recordações afetivas de um Natal no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro. Uma crônica sobre a magia do Natal vivido na infância: as luzes que enfeitavam a rua, a expectativa na noite de 24 de dezembro, o cheiro da ceia preparada pela família e o valor inestimável dos presentes simples. O autor resgata a essência do Natal, muito antes do consumismo tomar conta, quando o maior presente era estar junto com quem se ama.

Literatura: Crônica de Natal – Drummond e a Família

Uma homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade, cujos versos ecoam nas reuniões de família e nos convidam a refletir sobre o "mundo mundo vasto mundo". Carlos Holbein encontra no poeta mineiro a inspiração para falar sobre o reencontro dos familiares. A crônica discute as diferenças geracionais, as histórias que se repetem e o amor que, apesar de tudo, une os presentes ao redor da mesa na noite de Natal.