O QUE A MEMÓRIA AMA, FICA ETERNO

“O que a memória ama, fica eterno.”

Esta frase, que muitos atribuem à poeta Adélia Prado, resume uma das mais belas certezas da alma humana. O amor, quando verdadeiramente vivido, não se desfaz com o tempo. Ele se instala na memória e ali permanece, imortal.

Adélia Prado (nascida em Divinópolis, Minas Gerais, em 1935) é uma das maiores vozes da literatura brasileira. Sua poesia transita entre o sagrado e o profano, o cotidiano e o místico, revelando a beleza escondida nas pequenas coisas. O verso “o que a memória ama, fica eterno” convida o leitor a refletir sobre o poder do amor de transcender a finitude.

Aquilo que verdadeiramente amamos não se perde nos corredores do esquecimento. Permanece vivo, aceso, como uma chama que o tempo não apaga. As pessoas, os momentos, as emoções que marcaram nosso coração tornam-se eternos dentro de nós. É um consolo saber que a morte e a distância não têm a última palavra sobre o que foi amado.

No espaço da Poltrona Especial — dedicado à arte, à literatura, ao cinema e ao jazz — a frase de Adélia Prado ecoa como um lembrete de que a cultura e as experiências que nos tocam profundamente jamais se apagam. Elas se transformam em patrimônio imaterial da nossa existência.

Que possamos cultivar memórias que amamos, para que o eterno habite em nós.

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