16
Eu tenho um número que me acompanha. O 16. Não por superstição, mas porque aparece nos momentos certos. Lembro que aos 16 anos ganhei meu primeiro disco de jazz – "Kind of Blue", de Miles Davis – e aquelas faixas (na versão CD eram 16, se não me engano) me revelaram um universo sonoro que jamais me abandonou.
Na literatura, os 16 anos marcam a transição entre a infância e o mundo adulto. Drummond, nos seus versos, capturou essa inquietação com maestria. Certa feita, escreveu: "Dezesseis anos, que idade estranha". Não me lembro exatamente do poema, mas a sensação de estranhamento me acompanha até hoje. O número 16 está presente em tantas obras que já perdi a conta. Talvez seja porque ele represente um momento de virada, de descoberta.
Hoje, 16 de novembro de 2025, acordei com uma sensação de que o tempo corre mais rápido. O calendário mostra o 16 e eu me pego pensando no que ainda quero fazer. Escrever, ouvir música, ver filmes, estar com quem amo. O número 16 me lembra que a vida é curta e preciosa, cheia de compassos e pausas.
No jazz, o baixo de Paul Chambers em "So What" tem 16 compassos de solo que são pura poesia. Cada nota conta uma história. Assim como estas linhas contam um pouco de mim. Cazuza, em sua canção "Poema", fala sobre "16 anos de idade, 16 anos de prazer". A música ecoa na cabeça enquanto escrevo.
Se você chegou até esta página, talvez esteja procurando algo específico sobre o dia 16 de novembro de 2025. Não sei se encontrou. Mas fica aqui o convite para navegar por outros textos do POLTRONA ESPECIAL. Cada artigo é uma janela para o mundo da arte, da literatura, do cinema e do jazz. Espero que você se sinta em casa.
Até breve.