O Número 10
Ah, meus amigos, quantas vezes o número 10 não nos persegue? No esporte, a camisa 10 é a do maestro, do craque. No cinema, os filmes que mais amamos frequentemente figuram em listas de "10 melhores". É um número que carrega um simbolismo forte, uma espécie de plenitude.
Lembro que, ao completar 10 anos, ganhei de presente o meu primeiro disco. Não me perguntem qual era o artista, mas a sensação de ter aquele objeto redondo nas mãos, com suas dez faixas cuidadosamente organizadas, era algo mágico. Nove é pouco, onze é demais. Dez é a medida certa.
No jazz, as grandes gravações são frequentemente celebradas em discos essenciais. Quem nunca montou uma "lista dos 10 melhores"? Seja de discos, filmes ou livros, a lista de 10 itens nos obriga a um exercício de síntese e de amor. É um número redondo, que fecha ciclos.
Mas o número 10 também me lembra finais de ciclos, como os anos que passam. Décadas são marcos importantes. De 2015 para 2025, quanta coisa mudou! O tempo é implacável, mas a arte permanece. Assim como um disco que ouvimos incessantemente aos 10 anos, e que ainda nos emociona décadas depois.
O que a vida quer da gente é coragem, dizia Riobaldo, personagem do nosso querido Guimarães Rosa. E é com essa coragem que enfrentamos cada novo dia, cada novo número. Que os deuses nos permitam celebrar muitos outros dias 10, com saúde e música. Um grande abraço a todos e boa diversão!