16 de fevereiro de 2025

Hoje é 16 de fevereiro de 2025. Mais um dia que começa, e sinto a necessidade de registrar algumas palavras. O tempo, esse senhor implacável, vai tecendo sua teia e nos levando consigo. Quando jovem, pensava que os dias se repetiam; agora, sei que cada um é único e carrega sua própria beleza.

Nesta manhã, o silêncio da casa ainda dormindo me convida à introspecção. Ligo o som baixinho — um jazz suave, talvez Chet Baker — e deixo a música preencher o ambiente. A melodia se entrelaça com as lembranças de outros tempos, de pessoas queridas que já se foram, de lugares que marcaram minha história. É curioso como uma simples canção pode nos transportar no tempo.

Recordo-me de meu pai, de suas histórias nas noites de Estácio. Da minha mãe, com seus ensinamentos silenciosos. E do velho tio, Holdemar, que me apresentou o prazer da leitura. Tudo isso vem à tona, como se o calendário fosse um portal para a memória.

O que me resta, portanto, é continuar escrevendo, partilhando essas pequenas crônicas com quem ainda se dispõe a ler. Afinal, como disse Drummond, "o mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar". E a vida, apesar de tudo, vale a pena.

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