21

Vinte e um. Um número que atravessa a vida de tantas maneiras. Quando somos jovens, os vinte e um anos representam a maioridade, o início oficial da vida adulta. Lembro-me bem dos meus vinte e um: as incertezas, os sonhos, a sensação de que o mundo inteiro cabia num único passo. O tempo passou, e hoje, ao revisitar essa idade pela memória, vejo que cada número carrega o peso e a leveza das experiências que vivemos.

Este 21 de novembro de 2024, para mim, não é apenas uma data no calendário. É uma pausa para refletir sobre os ciclos que se fecham e os que se abrem. O número 21 aparece em tantos contextos — nos pontos de um jogo, nos dias de um hábito, nos anos de uma vida. Cada um desses encontros com o 21 nos convida a pensar no que já foi e no que ainda pode ser.

Houve um tempo em que eu acreditava que tudo precisava ter um significado grandioso. Hoje, contento-me com as pequenas belezas: um café quente numa manhã fria, o sorriso de um neto, a página de um livro que nos abraça. O 21 me lembra que a vida é feita de números que se acumulam, mas também de instantes que não se medem.

Que este 21 de novembro seja um convite à gratidão. Pelo que passou, pelo que está por vir. E que, no fim das contas, o mais importante não seja o número, mas a maneira como escolhemos vivê-lo.

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