29 de julho de 2024

Julho é um mês que sempre me convida à introspecção. O inverno aqui em Florianópolis traz aquela brisa fria que entra pelas frestas e pede um café quentinho, um cobertor e um bom livro. Ou então, uma canção do Chet Baker para embalar o fim de tarde.

O dia 29 de julho de 2024 foi um desses dias de silêncio e memórias. Lembrei-me dos meus tempos de professor, das salas de aula, dos alunos que passaram pela minha vida. A química, o quadro-negro, o giz… tudo aquilo hoje me parece uma vida inteira atrás. Mas, como eu sempre digo, a literatura me salvou. Foi através dela que consegui organizar o caos dentro de mim.

Os arquivos diários, como este, são como um velho baú de fotografias. A gente abre e as memórias saltam aos olhos, algumas nítidas, outras já desbotadas pelo tempo. Cada data carrega um peso, um significado. O dia 29 de julho de 2024, por exemplo, pode ter sido apenas uma segunda-feira comum para muitos. Mas dentro deste blog, ele representa um espaço de possibilidades. A possibilidade de um novo texto, de uma nova reflexão, de um novo encontro entre o escritor e o leitor. É por isso que insisto em manter esses registros. Porque acredito que, de alguma forma, as palavras escritas têm o poder de eternizar os momentos.

Este arquivo que você visita é um pedaço dessa história. São crônicas escritas ao longo dos anos, cada uma com seu sabor, sua dor e sua alegria. O tempo passa, as coisas se transformam, mas a arte permanece. O cinema de Claude Lelouch, o jazz de Bill Evans, a poesia de Drummond… são estes os meus companheiros de jornada.

Se você chegou até aqui, sinta-se em casa. Navegue pelos textos, deixe-se levar pelas palavras. Talvez você encontre um pouco de si mesmo nas minhas memórias. E se isso acontecer, o meu papel de escritor estará cumprido.

“Mundo mundo vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo, mais vasto é o meu coração.” Essa é a chave, meus amigos. O que importa é o vasto coração. Que o meu e o seu possam sempre encontrar abrigo na beleza de um texto, na harmonia de um acorde, na magia de um filme.

Um grande abraço e boa leitura!
Carlos Holbein Antunes de Menezes