OS SONHOS DE CADA UM

Ah, meus amigos, quem nunca se pegou pensando nos próprios sonhos? Aqueles que vêm de mansinho quando fechamos os olhos, ou os grandes sonhos que alimentamos enquanto acordados. Cada um carrega dentro de si um mundo de desejos, medos e esperanças que se revelam quando a noite chega.

Lembro que na minha infância, no Estácio, os sonhos tinham cheiro de café fresco e bolo de milho. Eu sonhava com coisas simples: um brinquedo novo, uma ida ao cinema, a visita de um parente distante. Hoje, percebo que os sonhos mudam de roupa, mas a essência permanece. Continuo sonhando, talvez com mais intensidade, pois sei que o tempo é precioso.

Dizem que sonhar é preciso. Concordo. Mas não basta apenas sonhar; é preciso reconhecer que os sonhos de cada um são únicos, feitos da matéria da nossa história. O Seu Amaral sonhava com um mundo mais justo. A Dona Anita sonhava com a felicidade dos filhos. E eu, confesso, sonho com a poesia das pequenas coisas, com um abraço apertado, com uma tarde de jazz e boa leitura.

O que seria de nós sem os sonhos? Eles nos movem, nos dam forças para enfrentar as dificuldades. Como escreveu o poeta: “O sonho é a ponte que nos leva ao que desejamos ser”. Cada um constrói a sua ponte, com os materiais que a vida oferece.

Por isso, cuide dos seus sonhos. Eles são o mapa da alma. E, quando a noite chegar, deixe-se levar pelo doce mantra do universo, sabendo que amanhã um novo dia trará novas possibilidades.

Um abraço afetuoso a todos e bons sonhos!

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