Julho de 2021 foi um mês de inverno profundo aqui no sul do Brasil. As manhãs geladas e as tardes chuvosas em Florianópolis me convidaram a um mergulho ainda maior nas memórias e na literatura. Passei horas revisitando velhos textos, escutando discos de jazz que aquecem a alma – Bill Evans, Chet Baker, aqueles que tocam suavemente como o bater da chuva no telhado.
Neste mês, compartilhei com os leitores algumas crônicas que saíram diretamente do coração. Falei sobre as descobertas do neto, sobre as conversas na cozinha, sobre a resistência da beleza em meio aos tempos difíceis. A escrita, para mim, é essa ponte que liga o que vivemos ao que sonhamos.
Um dos textos que mais me tocou foi aquele sobre a herança do descontentamento, uma reflexão que surgiu ao observar as crianças brincando nas ruas do Porto, através das lentes de Bruno Neves. A fotografia tem esse poder de nos paralisar no tempo.
Agradeço a cada um que passou por aqui neste julho de 2021. Que o calor humano e a arte possam sempre nos encontrar, mesmo nos dias mais frios. Sigamos firmes, de coração aberto, navegando pelas ondas da vida.
Um abraço,
Carlos Holbein