21
Vinte e um. Um número que aparece em tantos contextos: nos dados, nas cartas, na idade em que se atinge a maioridade em tantos lugares. Mas para mim, vinte e um sempre foi um número de introspecção. Talvez porque marque o fim da juventude inicial e o começo de uma maturidade ainda incerta.
Neste espaço, que um dia abrigou um texto perdido nas teias do tempo, deixo aqui uma breve reflexão. O que significa um número? Será que ele carrega consigo as histórias que vivemos? Ou somos nós que atribuímos significado a ele?
Assim como as notas de um jazz improvisado, os números se encaixam em nossas lembranças. 21 pode ser o ano em que descobrimos um disco, a idade em que nos apaixonamos, ou simplesmente o dia em que algo mudou.
Há quem diga que a alma pesa 21 gramas. Uma teoria controversa, mas poeticamente instigante. Seriam 21 gramas leves ou pesadas? Leves como as notas de Bill Evans ao piano, pesadas como as memórias que carregamos.
Também lembro de um filme, “21 Gramas”, que nos faz refletir sobre o peso das escolhas. E de um baralho, onde o 21 é o ponto do azar ou da sorte, dependendo do jogo.
Enfim, este número me persegue. E hoje, ao revisitar este arquivo vazio, decidi preenchê-lo com estas palavras. Não como substituto do que se perdeu, mas como uma nova camada de sentido.
Espero que o leitor encontre aqui um eco do que busca. Que este 21 de novembro de 2020 seja um marco para novas memórias. E que, mesmo sem o texto original, o espírito do blog continue vivo: entretenimento, arte, literatura, cinema, jazz.
Se você chegou até aqui, convido-o a explorar outras páginas do POLTRONA ESPECIAL. Há muito o que descobrir.