AS RESPOSTAS DO TEMPO – crônica

 

Outro dia eu estava organizando a pasta de imagens no meu computador. Foi quando descobri que possuía muitas fotos: novas e velhas. E aí, meus amigos, eu acabei me deparando com uma série especial que havia feito ao visitar a ‘Feira Cultural’ do colégio do meu filho. É que na escola dele havia um grande painel afixado na parede contendo diversas frases de renomados escritores. Lembro até que parei para ler e me deliciei com tanta sabedoria estampada nas paredes. É bem verdade que algumas frases eu já conhecia, e admirava. Mas houve uma, em particular, que me chamou a atenção: a do escritor Luís Fernando Veríssimo. No improvisado cartaz estava escrito: “Quando a gente acha que têm todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas!”

Nossa! Aquilo me bateu fundo, minha gente. Senti até saudades das ricas e densas sessões de terapia… Isto porque, estando eu próximo dos 70 anos de vida, inevitavelmente surge o questionamento: “E se mudarem as minhas perguntas, que faço das respostas que garimpei até agora?!”

Pois é. Queiramos ou não, isso é algo que teremos que encarar. E por certo, haveremos de responder às indagações que o mundo coloca em nossa frente. Porquanto a vida, desafortunadamente, não pede intervalo ou pausa para pensar e tampouco concede “salvo-conduto” aos inadimplentes, não acham? Por outro lado, de algum modo, também festejo a chegada dessas ‘novas’ demandas, visto que somente assim poderemos ter novas possibilidades para respostas. E aí, que sabe, poderemos acertar algumas ‘coisinhas’ que não soubemos responder adequadamente nas primeiras vezes?!

Então, que venham as perguntas!

Verissimo