JAZZ: E  AFINAL, O  QUE  É O JAZZ?

Quando uma criatura ouve música, convenhamos, é bem possível de que ela já esteja sob o domínio do ‘encantamento’. Sim! Eu chego a acreditar que neste exato momento ela esteja sendo ‘tocada’. Pudera! Uma coisa é certa: é um momento muito especial, raro e de apurada felicidade. Isto porque, minha gente, a música sempre arrebatou os ‘espíritos desarmados’. E, por sorte, nós temos uma boa quantidade deles pairando por aí. Eles estão em todos os cantos. Estão em todos os ritmos. No entanto, creio, é no jazz que esses espíritos ficam completamente à vontade. Soltinhos! Não que os outros ritmos deixem de oferecer deleite, mas é que o jazz parece encarnar todos eles, isso sim… Talvez por conta do seu sofrido ‘nascimento’. Talvez porque carregue nas notas um sem número de dores acumuladas. E dor, minha gente, é o signo que mais atesta a condição humana. De um jeito ou de outro, o que sei é que no jazz eu encontro o meu ‘porto seguro’. Pois lá estão os meus anjos e os meus demônios. Lá está a minha salvação e a minha perdição. Por isso, toda vez que eu me sinto triste ou desassossegado, penso logo em ir pra casa. Aí, então, é só botar um ‘puro jazz’ saindo dos falantes, relaxar na poltrona e a vida toma um outro rumo. Coisa linda! E desse modo, acolhido e reconfortado, eu recebo todos os espíritos do universo com a mais profunda paz celestial.

Abençoados sejam!

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Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...