Memórias: ‘Álbum de família’.

Se há uma coisa interessante nesta vida é rever parente que nunca havíamos visto. Calma aí, minha gente. Não estou ‘variando’ não. Eu explico. É que o primo Hiran é o filho mais velho do meu querido tio Menezes, já falecido. Ele era irmão do meu pai, porém mais novo. Aliás, eu conheci o ‘coronel’, apelido do tio Menezes, ainda nos anos 80, quando retornei pela primeira vez ao Ceará após vinte anos de ausência. E foi um encontro memorável, que deixou marcas profundas em minhas emoções. O que sei dizer é que o ‘coronel’ parecia um homem sisudo e taciturno. Mas, no fundo, era só a primeira impressão, visto que na intimidade, ao contrário, mostrava o seu lado irônico, gozador.

Sim. Eu ia dizendo que revi o Hiran nesta semana passada sem nunca ter visto antes o primo. É que durante os quinze dias que passei no sítio do tio Menezes, lá em Parangaba, subúrbio de Fortaleza, Hiran estava morando em Recife, por conta de trabalho. No entanto, como conversávamos sobre tudo e sobre todos, era como se ele estivesse ali entre nós, já que toda hora era citado pelo tio Menezes, tal era o orgulho que sentia do filho engenheiro.

O fato é que ao me encontrar com o primo Hiran e a esposa Lavínia, eu fiquei com a sensação de que nos conhecíamos há décadas. Porquanto o queridíssimo casal nos deixou as melhores impressões. Passamos o dia inteiro juntos, eles, eu, minha mulher e meu filho. Passeamos por Floripa, almoçamos na Lagoa da Conceição e, ao final da tarde, os deixamos na maravilhosa pousada do SESC de Cacupé, um lugar fora do mundo!

Dentre os diversos assuntos que conversamos, inevitavelmente, o que mais esteve presente foi o tema ‘família’. E aí percebemos que os nossos pensamentos se afinaram. Sim! Principalmente no que diz respeito aos valores herdados do nosso lado ‘Menezes’. Sem dúvida alguma, meus amigos, os ‘Menezes’ têm muitas virtudes: são inteligentes, escrevem bem e possuem boa oratória. Mas têm, também, algumas ‘falhas’ nos aspectos afetivos, uma vez que apresentam muitas dificuldades de expressarem seus sentimentos. Além disso, costumam ser teimosos e, muitas vezes, autoritários e arrogantes… mas, enfim, cada um que cuide do seu ‘patrimônio’ afetivo e intelectual.

No fim das contas. o que importa dizer é que Hiran e Lavínia alimentaram em nós um forte desejo de voltarmos ao Ceará. Ah, será maravilhoso conhecer as belezas e o ‘frio’ do Ceará, lá na serra de Guaramiranga…  Acredite se puder!

hiran e a gente

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...