Memórias: os “indesejáveis” inquilinos!

Ah, esse “mundo mundo vasto mundo” insiste em não se ajuizar. Não demora muito e ele logo apronta alguma. Basta assistirmos aos inúmeros episódios de ataques e dominações pelo mundo afora e concluiremos que a raça humana parece não ter dado certo. Desafortunadamente, meus amigos! E como isso dói…

Podem os micos-leões-dourados celebrarem sua curta e inocente passagem por aqui, pois entrarão em extinção, queiram ou não. Podem as majestosas e indefesas baleias bufarem com agonia a sua prematura despedida do planeta, à medida que nunca foram verdadeiramente aceitas pelos homens, os algozes “donos” da Terra. Podem os refugiados de todos os cantos suplicarem pela fraterna acolhida, pois o mundo “civilizado” haverá de lhes virar as costas, movidos por indiferença e reconhecida soberba…

Ah, meu Senhor, quanta sandice! Quanto desperdício de vidas! Quanto tempo mais estaremos aqui testemunhando tais absurdos?!

E nem mesmo a poesia de Drummond é capaz de nos confortar:

…”Meu Deus, por que me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo,

mais vasto é meu coração.”

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...