JAZZ:  as primeiras gravações!

As primeiras gravações de discos de jazz foram feitas em 1917. O grupo pioneiro foi a “Original Dixieland Jazz Band”, uma orquestra composta por músicos “brancos”. Ainda que fossem bons músicos, não conseguiam desenvolver o gingado e a atmosfera tão comuns nos grupos negros. Com maior poder de improvisação, os negros só iriam gravar quatro anos depois, em 1921, graças ao talento da orquestra de “Kid Ory”. No entanto, boa parte dessas gravações foi realizada com processos acústicos rudimentares, que tornavam sua reprodução bem precária. Valem muito mais como “documentos” históricos. Um legado que as gerações seguintes abraçaram sempre com o mesmo espírito inovador e criativo. Aliás, o período foi pródigo e diversos músicos se lançaram, alcançando muito sucesso, alguma fama e pouco dinheiro… Eram tempos difíceis, minha gente! Tempos em que não havia “mídia”, empresários, agendas, e os “shows” eram quase sempre gratuitos. Há quem diga que foi o grande momento do jazz. Momento de desenfreada “criação”. Pode ser. Afinal, hoje conhecemos obras-primas que foram interpretadas por King Oliver, Jelly Roll Morton, Bessie Smith e Scott Joplin, entre outros. Uma seleção de primeira!

Se a “América” estava em depressão, atolada até o gargalo nas dificuldades financeiras, os músicos sublimavam tudo e criavam o “Ragtime”. Isto porque a música, como expressão extraordinária de arte, não conhece cifrões, disputas ou autoritarismos. Pelas mãos de talentosos músicos, o jazz – sempre irreverente e audacioso – foi até capaz de “aceitar” a súbita ausência do seu grande combustível: o bom e velho “uísque”…
Mas, pelo amor de Deus, não façam isso novamente!

 

original diexeland jazz band