Disco: “Stormy Lady”, com Lena Horne.

Dizem que nos anos dourados dos famosos musicais norte-americanos, nas décadas de 40, 50 e 60, muitos produtores se apressaram em lançar cantores e, principalmente, cantoras no cenário musical. Até mesmo atrizes famosas eram convidadas a cantar, pois tudo acabava em samba… ou melhor, em baladas na Broadway!

Eu tenho aqui em casa pelo menos uma meia dúzia de exemplares de CDs com cantoras, que deveriam optar por outras profissões, uma vez que o canto não é o forte nelas. É bem o caso da Lena Horne, que era até uma boa atriz e foi impulsionada pelos empresários gananciosos a cantar alguns “hits” do jazz. Sua voz é suave e bem postada. Porém, é pequena e sem variações. Sem capacidade de improvisos ou coisa assim. Por isso, não arriscava nada e seguia o “script” musical ao pé da letra…

Como já fazia mais de vinte anos que eu não ouvia Lena Horne, peguei alguns CDs para ouvir e, ao mesmo tempo, ver se mudava a minha opinião sobre ela. O CD escolhido foi o “Stormy Lady” e após boa parte da manhã desse domingo em busca de alguma surpresa agradável, cheguei a conclusão que nem mesmo o título do disco era apropriado. Afinal, a tempestade anunciada passou bem longe e a grande dama nem sequer se molhou, meus amigos. É tudo muito arrumadinho, muito linear… mas, não emociona ninguém…

Paciência, fazer o quê?!

https://www.youtube.com/watch?v=TPgnj5upihQ

 

lena

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...