Cinema: quando a morte revela a vida!

Dizem que a “gratidão” é um dos sentimentos mais evoluídos que um ser humano pode apresentar. De fato, é bem possível que seja. E se isso for verdade, meus amigos, eu torço apenas para que os “espíritos hospedeiros” tenham esta compreensão quando chegar a minha hora… Por enquanto, creio, ainda há muito o que fazer por aqui. Muitos projetos de vida. Muitas descobertas e… muito o que aprender, isso sim!

No entanto, já que eu abordei o tema da morte, a verdade é que o povo ocidental tem muito que aprender com os orientais. Isto porque chega a ser tocante a compreensão que eles têm sobre a morte. Diferentemente de nós, ocidentais, eles aceitam a morte como mais uma das etapas da vida e não a última…

Foram vários os filme a que assisti sobre esse tema e todos eles foram impecáveis no trato da questão. Lembro bastante de dois extraordinários filmes, que me deixaram marcas permanentes: “O caminho para casa”, de Yimou Zhang e “A partida”, de Yojiro Takita. Como se pode observar, ambos foram construídos por orientais. E isso somente atesta a compreensão de que eles, os orientais, estão mais de mil anos à nossa frente. Nem mesmo posso evocar para a nossa defesa o divertido filme americano “Antes de partir”, de Rob Reiner, com os talentosos Jack Nicholson e Morgan Freeman. Porquanto até mesmo o tema da morte é tratado com ironia, o que demonstra a grande dificuldade dos ocidentais de lidarem com a perda e a dor…

Então, só nos resta torcer para que a vida nos ensine a encarar a morte com o mesmo respeito e dignidade dos orientais. Com sorte, nós poderemos guardar na memória onde estão os nossos caminhos, seja neste ou em outro plano. E se isso ocorrer ainda em vida, melhor ainda, pois assim levaremos o melhor dos legados!

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...