Memórias: relembrando as andanças em Maceió – Parte 2 / 3.

Dia 12 de Junho

Por certo que um mestrado ou doutorado é algo significativo na vida de qualquer criatura. Afinal, o conhecimento é a grande conquista da humanidade.

No entanto, existe um outro bem a ser adquirido: o saber viver! E esse, convenhamos, não está disponível em nenhum livro, universidade ou coisa semelhante. Porquanto somente a vida e a sensibilidade podem “presentear” o cidadão com tal atributo.

Ao se viajar por esse mundão de “Meu Deus”, nós temos a grande oportunidade de aprendermos com essa sábia gente. E o que eles nos ensinam, meus amigos, é que a vida pode ser leve, livre e plena…
Coisa linda!

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Dia  13  de  Junho

Eu não posso esconder a emoção que tomou conta de mim ao contratar um passeio ao Velho Chico. Céus! Para um cearense como eu, acostumado a ouvir durante toda infância sobre a importância do rio redentor, isso equivale a receber a “alforria” contra o jugo da impiedosa seca…

Portanto, na sexta-feira, véspera do nosso retorno a Floripa, nós teremos a oportunidade de sermos apresentados ao emblemático rio.

E se o poeta Fernando Pessoa soube louvar o rio de sua aldeia, o fabuloso Tejo, então, por certo, nós temos a obrigação de celebrar o rio que alimenta as esperanças do nosso povo.

Sendo assim, eu peço a sua permissão, velho companheiro.

Abençoado seja!

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Memórias: relembrando as andanças em Maceió – Parte 1 / 3.

DIA 11 DE JUNHO

No dia de ontem nós fizemos um passeio no centro histórico na parte da manhã e na parte da tarde, fomos a Praia do Francês. Já hoje, o dia foi dedicado para conhecermos a Rota das Lagoas. Embarcamos a bordo de um catamarã, rodeamos as sete ilhas e paramos para almoçar um camarão no Píer ZERO 8, no encontro da Lagoa Mundaú com o mar. Que lugar aprazível… É coisa dos deuses!

Maceió é um lugar fora do mundo…

Poucas vezes eu vi uma cidade tão bonita quanto hospitaleira. Eta povo feliz!

Ontem fomos jantar na “Bodega do Sertão”. Meu Deus, que comida deliciosa… e até a “cartola” tinha na sobremesa!

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DIA 12 DE JUNHO

De uma coisa eu tenho certeza: se existem “outras vidas”, seguramente, eu já vivi em Maceió. E ao que tudo indica, eu era feliz, muito feliz nesse lugar. Lá, isso era.

Hoje nós fomos conhecer a Praia do Gunga e a Lagoa do Roteiro. Meus amigos, podem acreditar: o lugar é um verdadeiro sonho. Daqueles em que a gente não tem vontade que se acabe!

Da maravilhosa moqueca servida sorridentemente pela Rose, que nos atendeu com extrema cortesia. Do passeio de catamarã pela Lagoa do Roteiro ao forró que escutamos durante todo percurso, fazendo com que não ficássemos parados dentro do barco… enfim, um passeio perfeito!

E para finalizar esse dia maravilhoso, iremos agora assistir ao espetáculo de humor “Em algum lugar do cangaço”. Por certo será divertido.

Até amanhã, meus amigos!

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Disco: “Blues dream”, com Bill Frisell.

É… sei bem, meus amigos. Têm dias que as coisas desandam mesmo. A gente pode jogar uma moeda para alto e dizer que, ao cair, vai dar cara ou coroa… e não é que a infeliz cai em pé?! Paciência, fazer o quê? O jeito é tocar em frente. Então, movido por esse sentimento ou “presságio”, eu resolvi dar uma olhadinha nas boas lojas de discos. Veria as novidades e, assim, amenizaria o dia que estava brabo… Opa! Logo de cara, eu bati os olhos neste disco, “Blues dream”, do tal de Bill Frisell (confesso que nunca ouvira falar dele!). A minha amiga Lenara, dona da loja e sabedora do meu gosto musical, veio logo com provocações: “Carlos, este CD aqui tem a sua cara e, por certo, você vai querer comprar!”

Caramba, eu já ando mais “pendurado” do que cabide velho e ela, ainda por cima, diz que custa a “bagatela” de R$57,00… Pode isso, “Arnaldo”?!

Bem… como eu sou um camarada “supersticioso”, achei que se não comprasse o famigerado disco, poderia me ocorrer algo pior durante o dia…. Sabe como é?! Acabei levando o disco. Olha, meus amigos, ainda bem que eu comprei, pois o CD é uma maravilha: “blues” da mais alta qualidade. Suingue puro!

Aí, eu estava no caixa para pagar o disco e, ao meu lado, um sujeito dizia: “Olha aí, pessoal, o governo está anunciando uma redução de R$ 4,00 no salário mínimo. Porém, para compensar, diz também que a gasolina subirá para R$ 4,26 o litro. Além disso, tem o reajuste do…”

Céus, eu nem quis ouvir a última notícia. Corria o risco de infartar ali mesmo sem, ao menos, ouvir o “precioso” CD!

E afinal, pode isso, “Arnaldo”?!

https://www.youtube.com/watch?v=S8CN5_YUn30

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Memórias: a grande América e o Velho Chico.

Ontem nós chegamos em Florianópolis, depois de oito maravilhosos dias em Maceió. Ah, meus amigos, foram dias inesquecíveis naquela encantada cidade. Aliás, quero deixar aqui os nossos agradecimentos, pois tivemos o privilégio de visitarmos lugares mágicos.
No entanto, sem dúvida alguma, foi navegando no Velho Chico que nós vivemos os nossos melhores momentos. Sim! Em determinadas ocasiões, confesso, eu tinha a nítida impressão de que minha querida mãe, Francisca Jarina, tomava as minha mãos para me apresentar àquele rio…
Isto porque, vejam vocês, curiosamente minha mãe e seus seis irmãos também se chamavam Franciscos: Aírton, Zuleika, Roberto, Ivone, Osvaldo e José. Todos nordestinos. Todos Franciscos!
Talvez por isso, quem sabe, eu tenha recebido tantas energias oriundas daquele encantado rio. Mais do que isso; sinto que ele abençoou a minha nova família: Zelândia, minha esposa e o meu querido filho Gabriel, pois todos também sentiram fortes emoções no passeio.
Em um dado momento, a bordo do catamarã, o guia fez uma comovente saudação de agradecimento ao Velho Chico e colocou, como trilha sonora, uma belíssima melodia de Vangelis, tema do filme “1492: A Conquista do Paraíso”. E eu, como um bom cinéfilo, fiquei tomado de emoção ao me lembrar da cena da chegada da expedição de Colombo ao aportar na ilha de São Salvador. A partir daí, sabemos, dá-se início ao impiedoso massacre dos índios e colonos, retratado por meio das fortes cenas que o imaginário de Ridley Scott construiu com talento e determinação.
A América precisou pagar um alto preço pela sua “descoberta”. Espero que não ocorra o mesmo ao nosso Velho Chico. Afinal, ao alegarem que a famigerada “transposição das águas” ou a construção da hidrelétrica beneficiariam centenas de cidades, no fundo, corremos o risco de “sacrificar” as águas e os peixes que ali estavam…
Vida longa ao São Francisco. Viva o Velho Chico!

Memórias: Velho Chico, o rio da minha aldeia!

Ufa… após sete dias de passeios, guardamos a visita ao “Velho Chico” como fecho de ouro.
E, de fato, pude confirmar o que as minhas emoções apontavam: a magia que circunda cada passo, cada olhar e cada mergulho no abençoado rio. Lembrei-me intensamente da canção de Caetano Veloso, magistralmente interpretada por Geraldo Azevedo, intitulada “O ciúme”.
“…Juazeiro, nem te lembras dessa tarde / Petrolina, nem chegaste a perceber / Mas na voz que canta tudo ainda arde / Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê…”
Ah, meus amigos, o que eu posso dizer é que, após esse dia, eu não sou mais o mesmo Carlos Holbein de então… Alguma coisa se rompeu, ao mesmo tempo em que novos laços se formaram.
Não me peçam para explicar, pois não saberia!
O que sei é que ao ver aquele rio, ao conhecer a sua gente, ao sentir as suas águas banhando o meu corpo, eu me senti tão acolhido como o filho nordestino que retorna ao seu lugar.
Sei também que mesmo após tantos anos de terapia em busca do “meu lugar nesse mundo”, precisei mais uma vez reler Fernando Pessoa:
“Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia /
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia!”
Ah, meu poeta, só agora eu pude compreender a sua dor. Perdoe-me pela demora mas tive que aguardar 66 anos e um bocado de coisas vividas para, enfim, descobrir que eu também posso ter o meu rio: o meu Velho Chico!
“Tanta gente canta, tanta gente cala / Tantas almas esticadas no curtume / Sobre toda estrada, sobre toda sala / Paira, monstruosa, a sombra do ciúme!”

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Cinema: filme “Eu, Tu, Eles”, de Andrucha Waddington.

OS “DELITOS” DA SECA

Para aqueles que estão acostumados com a abundância de chuva, de comida o ano inteiro e algo a mais no horizonte além do verão escaldante, por certo, terão muitas dificuldades de compreender os caminhos e os meandros da vida do árido sertão brasileiro. Isto porque, convenhamos, a seca não castiga apenas o corpo, minha gente. Perversamente, ela castiga sobretudo a alma. Talvez, por isso, é que Euclides da Cunha tenha afirmado em seu extraordinário romance, “Os sertões”, que “o sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
O filme “Eu, tu, eles”, de Andrucha Waddington, é bem mais do que uma fiel crônica nordestina. Porquanto consegue efetuar com brilho e discrição a maior expiação que o sertão poderia resgatar: a dignidade daquela gente.
A ideia de filmar “Eu Tu Eles”, segundo o diretor do filme, surgiu a partir de uma reportagem sobre uma mulher que viveu anos sob o mesmo teto com seus três maridos. “Achei a história muito interessante, principalmente por ser a oposto do que geralmente acontece. É muito mais comum, nessas regiões, encontrar um “coronel” que tem mais de uma mulher. Senti vontade de investigar como uma mulher, em um país tão machista, conseguiu administrar esta situação”, diz o diretor.
Segundo Andrucha, “Eu Tu Eles” é um filme sobre seres humanos simples em uma situação considerada absurda, numa sociedade que não aceita a poligamia, sobretudo quando ela se inverte. Eu diria também que é um filme sobre as regras do jogo, e de como a vida apresenta novas regras todos os dias. Se as pessoas quiserem ser felizes, devem se adaptar às novas regras, mesmo que passem por momentos de muita angústia”.
Somente desse modo é que fica mais fácil entender o pedido de Osias a Darlene, quando diz: “Costume mais vezeiro: se for do seu agrado, a casa é sua. De minha parte, o acordo está feito. Qual vai ser a resposta?”
Pois é, meus amigos. Eis aí um grande desafio para os nossos olhares pouco ressequidos. Quem sabe se as razões de Darlene (Regina Casé) e os seus maridos, Osias (Lima Duarte), Zezinho (Stênio Garcia) e Ciro (Luiz Carlos Vasconcelos), acabem nos impondo novas e surpreendentes visões?! Principalmente, aquela que nos faz retirar a cabeça enterrada do avestruz que habita em nossa alma… teimosamente!

JAZZ: CD “The Brasil Project”, com Toots Thielemans.

Meus amigos, eu tenho algo a confessar: de todos os discos da minha coleção, este é o meu CD predileto. Céus… Só faltei “furar” o pobre coitado do disco de tanto ouvir! Pudera! A sinergia alcançada entre os músicos nesse encontro é algo simplesmente notável. Parecem até parceiros das velhas jam session lá do “Beco das Garrafas”, na Copacabana dos anos 60 e 70. Não acreditam?! Então, ouçam Dori Caymmi em “O Cantador”. Sintam a atmosfera que Chico Buarque criou em “Joana Francesa”. E se ainda assim não ficarem satisfeitos, então, eu apelo para “Fruta Boa” com o Milton Nascimento em “estado de graça”!

Aliás, faço aqui um “desafio”. Desliguem as luzes da sala (quem sabe, apenas um discreto abajur?). Acomodem-se no sofá, servindo-se do melhor “drink”. E, somente após o terceiro gole, ponham o disco no “player”. Amigos, podem acreditar: é o verdadeiro Nirvana! Sou capaz de apostar que vocês falarão até com os anjos…
Sim! E tem mais: tem Caetano nos mostrando o seu “Coração (nada) Vagabundo”. Tem Oscar Castro Neves em “Manhã de Carnaval”. E, como “pièce de resistence”, temos “Bluesette”. Aí, é covardia! Estão todos juntos em um fabuloso “happy end”, com o melhor de cada um. É só conferir!

https://www.youtube.com/watch?v=lmrkhSUmabs

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Memórias: “Uma história sem graça!”

Eu bem que havia dito ao terapeuta que isso me incomodava um bocado, apesar dos mais de quarenta anos decorridos. E aí, fazer o quê?! Pode ser que para as outras pessoas isso não tenha tanta importância… mas, para mim, que sofri na carne o sufoco… ah, deixa disso!

Verdade, meus amigos, é que nem sei porque relembro esse episódio. No fundo, penso eu, vira e mexe as lembranças voltam aos pensamentos quer queiramos ou não… Mas, calma aí, eu vou explicar!

O ano era 1955 e eu tinha apenas quatro anos de idade. Minha família estava viajando do velho Ceará com destino ao Rio de Janeiro, onde o meu pai nos aguardava. Só que naquela época, convenhamos, o Mar Morto não estava nem doente.. Ou seja, o jurássico avião tinha que pousar de hora em hora para abastecer, pois era uma verdadeira carroça!

Muito bem. É fácil imaginar a cena: a pobre coitada da mãe carregava seus seis filhos sob as asas, sendo que o mais velho tinha apenas dez anos. Já viram, né?! Na terceira das oito paradas para reabastecer a bendita “aeronave” da Real Aerovias Brasil, todos tinham que desembarcar e ir para o saguão do aeroporto, como era o procedimento. A seguir, aguardava-se meia hora e depois embarcávamos novamente. Só que de lá para cá isso se repetiu mais ou menos umas seis vezes.

Então, é fácil prever que em alguma parada dessas haveria “encrenca”. Pois é. Foi em Recife, minha gente. Eu tinha apenas quatro anos e jamais imaginaria ser protagonista do “Esqueceram de mim – Zero”…

O que sei é que todos os seis, minha mãe e os cinco irmãos, entraram naquele 14 Bis. Menos eu!

Ao que tudo indica, eu fiquei perambulando pelo saguão do aeroporto, atrás de comida ou coisa assim, e não me dei conta da partida. Só sei que o avião estava taxiando na pista para levantar voo e minha mãe virou-se e contou os filhos: “Céus! Está faltando um! Tá faltando um filho meu, aeromoça!”

Deve ter sido um alvoroço a bordo. O piloto dizia que não poderia voltar mais e minha mãe ameaçando até puxar a “peixeira nordestina” que não tinha. Mas, naquele momento de sufoco, ela jurava que estava guardada na enorme bolsa que conduzia. A confusão foi tanta que até “B. O.” foi lavrado na delegacia do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. E eu, devo confessar, já me encontrava algemado pelo segurança do aeroporto, pois o escarcéu que aprontei não estava no mapa…

Bem, minha gente, para encurtar a história, o que posso dizer é que naquela época era comum tratar os meninos de rua de “moleques” ou, como se dizia no Ceará, de “canelau”.

Na roda da vida, o fato é que eu demorei um bocado para “expurgar” o canelau que havia em mim. Para isso, foram precisos mais de sessenta anos, muita ajuda e uma “sorte” enorme marcada no meu destino. Lá, isso sim!

Em fevereiro próximo, eu retornarei pela primeira vez ao aeroporto de Recife para uma temporada de férias com a minha nova família. Pelo visto, os velhos “fantasmas” não estarão lá… Não mais!

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Memórias: a “força” que habita em nós!

O DESPERTAR DA FORÇA

 Pode até ser que não constitua surpresa. Mas que é intrigante, lá, isso é. Sim, eu me refiro às mudanças que ocorrem na trajetória de determinadas criaturas. Para mim, confesso, isso é algo muito interessante, uma vez que as guinadas que o “volante da vida” apronta não está no gibi. É pura “magia” do universo, conspirando contra o destino…

Eu poderia até começar essa história por mim, meus amigos, pois experimentei isso algumas vezes. Então, deixem-me contar.

Quando era adolescente, ainda no curso ginasial, não tinha em mente nenhuma profissão a adotar. Creio que somente no último ano do ensino médio é que me bateu o desejo de ser “bioquímico”. Certamente por influência da brilhante carreira que minha cunhada empunhava. Assim, eu sonhava com aqueles incríveis laboratórios, cheios de vidros e bugigangas. Mas, na realidade, o sonho não suportou mais do que dois anos. Porquanto ainda no segundo ano do curso de Farmácia e Bioquímica da UFRJ, eu comecei a dar aulas de química no cursinho pré-vestibular que havia estudado.

Do cursinho aos grandes colégios do Rio de Janeiro bastaram apenas cinco anos. Dali para frente, nunca mais deixei o magistério. Por 25 anos sucessivos, minha gente, eu fui professor de diversas escolas e, confesso, tenho a certeza de que aprendi muito mais do que ensinei.

Veio o fim de um casamento, a aposentadoria especial e a grande chance de dar outra guinada no volante e mudar-me de cidade. Vim para Florianópolis e aqui eu “descubro” que sou capaz de empreender outras atividades. Tornei-me coordenador editorial de uma importante revista de São Paulo e comecei a escrever os primeiros textos sobre cinema e jazz. Daí até o livro publicado, foi só um pulinho.

Como fui professor por tantos anos, aproveitei a embocadura e comecei a ministrar “Cursos sobre a História do Jazz”. E estes cursos estão abrindo outras portas: rádio, festivais e o segundo livro a ser editado ainda este ano. Ao que tudo indica, 2018 promete muitas surpresas agradáveis!

Por fim, devo dizer que, de alguma maneira, isso me fez recordar a saga do “Star Wars”. Céus… Lembrei-me do primeiro episódio da série (Star Wars IV), quando Obi-Wan Kenobi revela a Luke Skywalker que “a força” está com ele…

Pois é. No fundo, o que eu percebo é que a “força” está dentro de todos nós. O que é necessário, convenhamos, é tão-somente aprender como “despertar a força”!

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Literatura: crônica.

OS CICLOS DA VIDA

 

É muito interessante observar como os ciclos da vida acontecem ao nosso redor. Como quase sempre acontece, indiferentes à nossa vontade, eles surgem e se estabelecem com o agradável frescor do novo. Sim, meus amigos, o novo!

 

Lembro bem que quando eu era adolescente e frequentava os bancos escolares, via de regra, eu criticava os meus professores por esse ou aquele motivo. Dificilmente era pela falta de conhecimento do seu ofício, uma vez que eram verdadeiros “mestres”. Porém, o que se criticava era a forma “enfadonha” de apresentar os conteúdos. Pois é. Quis o destino que eu me tornasse professor e aí, então, eu tive a oportunidade de “rever certas posturas”. Não posso assegurar que obtive êxito total mas tenho a impressão de que fui considerado como um bom professor. Principalmente no aspecto das relações humanas, uma vez que deixei um registro de camaradagem e bom humor…

 

Já maduro, com cinquenta anos, eu me tornei pai. E me vi enredado na grande teia de preocupações que todo pai atravessa. Hoje, aos 66 anos, o meu filho completou os primeiros quinze anos de vida e eu me vejo na condição de avô (emprestado). Não, calma aí… É que o filho mais velho de minha esposa nos “presentou” com o seu lindo filho, João Pedro.

Bem… Nem preciso dizer mais nada. Afinal, ele é o nosso “xodó” e a nossa permanente alegria. Com isso, o certo é que mais um novo ciclo foi criado. Agora, rogo apenas que eu possa acompanhar por tempo suficiente ainda esse maravilhoso ciclo… Oxalá!

 

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(João Pedro, o ursinho e eu assistindo ao “Mundo Bita”)