Disco: “The Bessie Smith Songbook”, com Dinah Washington.

Esta vida é mesmo intrigante, meus amigos. Tem vezes que eu chego a acreditar que a gente já vem com o passaporte carimbado para toda e qualquer “viagem”. Não importa se desejamos isso ou aquilo. No fundo, o que vale mesmo é a escolha do “homem” lá de cima…
Então, vejamos. Vocês já se imaginaram vivendo um outro tipo de vida, bem diferente das que possuem? Pois é… eu pensei nisso outro dia. E me fiz a seguinte pergunta: se não tivesse sido professor de química, o que gostaria de ser? É claro, minha gente, que fiquei engasgado, apelando até para aquele famigerado “bem…” que parece nunca acabar. Mas, no fim, veio a resposta: ah, eu desejaria ser músico, isso sim! Pouco importa que passaria a vida na maior “pindaíba”, pois músico é raça que está sempre “fuzilado”. Paciência, professor inda é pior! São as injustiças desse mundo… Fazer o quê?! Pelo menos, no meu imaginário, eu tocaria feliz o meu trompete ou saxofone, indiferente aos problemas da vida. Sem estar nem aí para o mundo! Com sorte, quem sabe, eu faria parte do grupo de músicos que acompanhou a fabulosa Dinah Washington no disco “The Bessie Smith songbook”. Ah, minha gente, que moçada infernal! Sabiam tudo! E a grande dama passeando impoluta pelo “blues”, soltando seu inconfundível fraseado. Ouçam “After you’ve gone”, “Me and my gin”, “Jailhouse blues”, “Fine Fat Daddy” e confiram a qualidade da “cozinha”. Só ouvindo para acreditar!

Quanto às demais questões que nos afligem, do tipo “se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias”… bem, agora pouco importam. Não acham?!

https://www.youtube.com/watch?v=hBG6cfFs75k

dinahw

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...