Memórias: a “força” que habita em nós!

O DESPERTAR DA FORÇA

 Pode até ser que não constitua surpresa. Mas que é intrigante, lá, isso é. Sim, eu me refiro às mudanças que ocorrem na trajetória de determinadas criaturas. Para mim, confesso, isso é algo muito interessante, uma vez que as guinadas que o “volante da vida” apronta não está no gibi. É pura “magia” do universo, conspirando contra o destino…

Eu poderia até começar essa história por mim, meus amigos, pois experimentei isso algumas vezes. Então, deixem-me contar.

Quando era adolescente, ainda no curso ginasial, não tinha em mente nenhuma profissão a adotar. Creio que somente no último ano do ensino médio é que me bateu o desejo de ser “bioquímico”. Certamente por influência da brilhante carreira que minha cunhada empunhava. Assim, eu sonhava com aqueles incríveis laboratórios, cheios de vidros e bugigangas. Mas, na realidade, o sonho não suportou mais do que dois anos. Porquanto ainda no segundo ano do curso de Farmácia e Bioquímica da UFRJ, eu comecei a dar aulas de química no cursinho pré-vestibular que havia estudado.

Do cursinho aos grandes colégios do Rio de Janeiro bastaram apenas cinco anos. Dali para frente, nunca mais deixei o magistério. Por 25 anos sucessivos, minha gente, eu fui professor de diversas escolas e, confesso, tenho a certeza de que aprendi muito mais do que ensinei.

Veio o fim de um casamento, a aposentadoria especial e a grande chance de dar outra guinada no volante e mudar-me de cidade. Vim para Florianópolis e aqui eu “descubro” que sou capaz de empreender outras atividades. Tornei-me coordenador editorial de uma importante revista de São Paulo e comecei a escrever os primeiros textos sobre cinema e jazz. Daí até o livro publicado, foi só um pulinho.

Como fui professor por tantos anos, aproveitei a embocadura e comecei a ministrar “Cursos sobre a História do Jazz”. E estes cursos estão abrindo outras portas: rádio, festivais e o segundo livro a ser editado ainda este ano. Ao que tudo indica, 2018 promete muitas surpresas agradáveis!

Por fim, devo dizer que, de alguma maneira, isso me fez recordar a saga do “Star Wars”. Céus… Lembrei-me do primeiro episódio da série (Star Wars IV), quando Obi-Wan Kenobi revela a Luke Skywalker que “a força” está com ele…

Pois é. No fundo, o que eu percebo é que a “força” está dentro de todos nós. O que é necessário, convenhamos, é tão-somente aprender como “despertar a força”!

star wars

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...