Disco: CD “Nonato Luiz & Antônio José Forte”.

Não é preciso muita acuidade para perceber o jeitão “nordestino” do Nonato Luiz. Já o Antônio Forte, o mesmo não acontece, pois mais parece sueco, dinamarquês ou coisa assim.
Aliás, por falar em nordestino, foi o próprio Nonato que me contou como se reconhece um legítimo cearense. Segundo ele, basta chegar ao cabra e perguntar de supetão: você gosta de mulher? É bem provável que ele diga sim…. Então, você volta à carga e arremata: e de farinha? Se ele soltar um retumbante “vixe!”, pronto: é sinal que você estará em frente a um legítimo pau-de-arara!

Bem, mas não é para falar de regionalismo que eu estou aqui, minha gente. O que importa é o belíssimo disco que os dois produziram. Meu Deus do Céu, eu já andava saudoso do amigo Nonato, que há mais de um ano não me dava notícias. Porém, para minha sorte, não é que o primo Henilton Menezes produziu mais uma de suas “pérolas” (Henilton é um baita produtor cultural, lá do meu velho e querido Ceará)? Foi ele que me enviou este CD, por sinal, de apurado gosto e qualidade. Basta ouvir “Patativa” ou “Mosaico”. Sintam o clima “noir” estabelecido por Antônio Forte em “Baião Cigano”, seguido por pujante galope do violão do Nonato. Algo maravilhoso!

No entanto, a melodia que mais me comoveu foi a imortal “Asa Branca”, inteiramente “recriada” pelos dois virtuoses. O resultado não poderia ser outro: como um bom sertanejo, chorei um bocado com saudades do velho Ceará!

NonatoForte

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...