Literatura: Chico Buarque, escritor, compositor e cantor – Parte 3 / 3.

DA SÉRIE: CHICO BUARQUE – PARTE 3 / 3.

Para finalizar esta série, eu prefiro aplaudir esses movimentos em torno de alguns ídolos. Afinal, ainda que possam cometer alguns poucos exageros, por certo, eles são mais construtivos e atribuem importância a quem realmente merece. Além disso, creio, o próprio grupo se encarrega de “mediar” os exageros cometidos…

Agora, vejam vocês, por sorte ou destino, como queiram, eu acabei me tornando professor de química de duas filhas do Chico Buarque: Helena e Luísa. Eram meninas maravilhosas, cada uma ao seu jeito: Helena era mais reservada e Luísa era bastante extrovertida. Seguramente, elas receberam bons exemplos dos pais!

Verdade é que nunca mais tive contato com elas e pouco sei de suas trajetórias. Torço, ao menos, que estejam felizes e mantenham os lindos sorrisos que possuíam e os bons fluidos que herdaram.

Aliás, a escola que elas estudaram, o Centro Educacional Anísio Teixeira, em Santa Tereza, no Rio de Janeiro, marcou a trajetória de muitos adolescentes e muitas gerações. Pode-se dizer, sem medo, que aquela foi uma escola de vanguarda, pois se tratava de uma “cooperativa de professores”, sem fins lucrativos. Por conta disso, o CEAT desenvolvia uma educação moderna e libertadora, com uma grade curricular profundamente enriquecida. Acrescente aí, também, uma generosa dose de democracia, uma vez que tudo era “debatido”, “discutido” e “deliberado” em assembleias da comunidade escolar: professores, pais e alunos.

Por tudo isso, então, só me resta cantar aquela bela música do Chico:

“Ai, que saudades que eu tenho  /   Duma travessura

Um futebol de rua   /   Sair pulando muro

Olhando fechadura   /   E vendo mulher nua

Comendo fruta no pé   /   Chupando picolé

Pé-de-moleque, paçoca  /   E disputando troféu

Guerra de pipa no céu   /   Concurso de pipoca”

chico3

 

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...