ARTE: celebrando Jarina Menezes!

Foi muito emocionante o encontro de amigos que ocorreu ontem no MASC. Como parte do projeto “Gerações-Masc: Museu em Movimento””, a homenageada do mês era a minha querida mãe, a artista plástica Jarina Menezes.
Apesar do tumultuado dia em que houve intensas paralisações dos caminhoneiros, o que se viu no MASC foi um público afinado e em profunda sintonia com o ambiente criado para celebrar a artista. Afinal, a arte que Jarina deixou preenchia os espaços e os corações de todos que ali estavam… Portanto, muito obrigado a todos!

Gerações_MASC_Jarina

Literatura: Chico Buarque, escritor, compositor e cantor – Parte 2 / 3.

DA SÉRIE: CHICO BUARQUE – PARTE 2 / 3.

 

O mais interessante que eu percebi naquele grupo foi a forte defesa do “mito” Chico Buarque. De certo modo, parecia até mais presente do que a admiração ao trabalho do artista. Confesso que fiquei intrigado, pois há tempos eu não via tamanha adesão a uma “causa” como aquela. E ao ler as postagens, criativas e apaixonadas, eu fui me dando conta de que esse comportamento já esteve em alta em outras épocas, mas com o passar do tempo foi sendo esquecido ou abandonado.

A minha geração, por exemplo, foi aquela que gritou palavras de ordens contra o “imperialismo ianque”, notadamente no episódio do Vietnam. Lembro bem que construímos nossos ídolos em várias frentes, que iam de Che Guevara a Joan Baez e de Lech Wałesa a Simone de Beauvoir. Eram tempo de muita efervescência, minha gente! Tempos em que dávamos os braços e caminhávamos pelo centro da cidade do Rio de Janeiro, na famosa passeata do “Cem Mil”, em junho de 1968, naquela baita manifestação popular contra a Ditadura Militar no Brasil…

O mundo, então, girou mais um bocado. Apontou novos desafios e incontáveis conflitos, aqui e acolá. O fato é que muitas “convocações” foram efetuadas, quase sempre com pouca adesão… Acredito até que isso, com o tempo, foi deixando no ar muitas “desesperanças”. Desesperanças essas que encontraram espaços para infiltrarem mágoas e rancor em nossa gente. Sim, meus amigos! A meu ver, esse é o perigo maior. Quando eu vejo uma criatura “esbravejando” numa simples fila no banco, eu percebo que aquele “discurso” contém um sem número de outros sentimentos acumulados. E se não tivermos acuidade, repetiremos essas manifestações por pretextos muitas vezes banais…