JAZZ: minha doce e eterna Billie Holiday!

Billie Holiday não foi apenas a grande dama do “blues”, meus amigos. Na verdade, ela foi a mais importante cantora de jazz… de todos os tempos. É inegável que a sua voz não era tecnicamente perfeita. Tampouco ela sabia fazer uso das oitavas, como Sarah Vaughan conseguia. E não possuía sequer uma voz aveludada que “abraçasse” os maravilhosos “blues” com a devida correção. Apesar de tudo isso, Billie Holiday brilhou e encantou gerações de admiradores. Por quê?! Ah, minha gente, eu acredito que foi pelo fato de que ela foi capaz de nos fazer sentir “humanos”. Sim! Quando se escuta a voz lamentosa de Billie, imediatamente os nossos “instintos” se descontraem e nos convidam para uma interminável sessão de “levitação emocional”. Ah! Minha doce e eterna Billie… que falta você nos faz!

Hoje, minha doce Billie, ao ligar o som da vitrola e ouvir os primeiros acordes de “Stormy blues”, eu percebo que o mundo foi, de fato, “padrasto” com você. Então, para nos redimir desse pecado, eu lhe peço desculpas pelos infortúnios que passou. Por certo, eles foram injustos e aviltantes!

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...