Disco: CD “Milestones”, com Miles Davis.

É o seguinte, rapaziada: é claro que todo “gênio” tem direito ao seu dia de “simples mortal”, sem que isso enxovalhe a extraordinária obra criada por ele. Pois saibam, então: eu acredito que seja o caso de Miles Davis nesse CD, “Milestones”. Para muitos amantes do jazz, trata-se de um trabalho feito às pressas, bem abaixo do talento de Miles. Tudo bem. Pode até ser verdade. Mas, ainda assim, é preciso reconhecer o toque refinado do grande trompetista nas seis faixas do álbum. E de mais a mais, os músicos que fizeram parte do referido disco formam uma baita “seleção” e não fariam fiasco em momento algum. Afinal, lá estavam “Cannonball” Adderley, John Coltrane, Paul Chambers e “Philly” Joe Jones. Ufa… Quem pode querer mais?!

O que sei dizer é que em alguns momentos do controvertido disco, principalmente na faixa 4, ouviremos um inigualável show de Coltrane e de Miles, isso sim!
Foi nesse exato momento que eu me lembrei do querido tio Holdemar, um tremendo escritor, que dizia: “meu sobrinho, no Brasil você tem que escrever uma “obra prima” todos os dias para provar que é um bom escritor. Senão, cai na mediocridade!”

Pois é. Então, por conta disso, eu fui ouvir o disco uma vez mais… E somente aí eu me dei conta que o CD é, de fato, muito bom. Aliás, quase uma obra-prima!

https://www.youtube.com/watch?v=k94zDsJ-JMU

 

Miles Davis

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...