Jazz: quando a “inspiração” comete suicídio…

Foram muitos os músicos de jazz que sofreram com o uso das drogas. Billie Holiday, por exemplo, experimentou um declínio agonizante. Tanto que, em dado momento, ela declarou: “Tudo que as drogas podem nos trazer é a morte. E a morte é rude e lenta…” Chet Baker foi internado, algumas vezes, para tratamento contra a heroína, e pouco adiantou. As diversas prisões alteraram profundamente a carreira dele. Tornou-se uma criatura triste. Acredita-se até que a sua morte, em Amsterdam, tenha sido suicídio. Charlie Parker, outro fabuloso ícone do jazz, sentiu na pele a aspereza da vida ao encontrar-se com as drogas. Miles Davis também, e muito do seu talento se esvaiu, assim como a sua própria vida. Eu ainda poderia citar dezenas de outras “vítimas”, mas me nego a essa divulgação em respeito ao jazz! É muito duro aceitar tudo isso sem se consternar e, ao mesmo tempo, sem se indignar. Afinal, foram carreiras e mais carreiras prejudicadas em nome de uma “suposta” inspiração. Não, meus amigos! Positivamente não é por aí que se encontra a chama da arte e do talento, muito embora sejamos benevolentes quando se trata de grandes músicos. Sou profundo admirador da “obra” desses gênios, mas repudio esta escolha em suas vidas pessoais. Desculpem-me pelo enfatismo. Não sou “patrulheiro” e sim professor. E em 35 anos de magistério, creiam-me, presenciei dramas terríveis envolvendo jovens dependentes de drogas…

É triste. Muito triste, meus amigos!