Música: “A massa”, de Raimundo Sodré.

Ah, minha gente, vocês não imaginam o prazer que foi encontrar na internet as belíssimas canções de Raimundo Sodré. Um verdadeiro “néctar!
Raimundo é um “cabra danado” de bom! Desses cuja “nordestinidade” atravessou o mundo e foi até Paris encantar aquele povo.
O que posso dizer é que Raimundo deixou marcas profundas nas pessoas da minha geração, porquanto ele conseguiu “romper com o mundo e queimar seus navios…”. Muito embora, tenha pago um alto preço por esta coerência. Mas, ainda assim, valeu a pena… Lá, isso é verdade!
Portanto, abençoado seja, meu querido Raimundo Sodré.

https://www.youtube.com/watch?v=jLJxpegJTQo&feature=share

 

Jazz: os primeiros “spirituals” e a bravura de John Henry.

As primeiras expressões musicais identificadas como jazz foram as “canções de trabalho”, manifestadas no fim do século XVIII, nos EUA. Apareceram no Sul, nos campos e lavouras, onde os escravos negros celebravam qualquer acontecimento. Tudo era pretexto para cantos, danças, lamentos ou comemorações. Os motivos iam dos gritos de desafio, a um casamento, um funeral ou até grandes “feitos”. Tempos depois, por conta da dura jornada que mantinha os escravos atrelados aos martelos nas minas, surgiram os “spirituals” (influência dos cânticos religiosos dos senhores brancos) e os primeiros “blues”. Belíssimas canções se perpetuaram, muitas delas evocando crenças e lendas. Há uma famosa que “destaca” a bravura de John Henry, escavador negro que, de acordo com a lenda, desafiou uma perfuratriz a vapor para uma competição. Segundo a mesma lenda, John Henry, com o seu vigoroso martelo, ganhou a disputa, porém morreu! Nunca se soube se morreu pelo esforço desumano ou se pelo desmoronamento ocorrido no interior da mina. Mas isso, parece não importar… Afinal, heróis nem sempre precisam da verdade. O resto, meus amigos, a história se encarrega de “reconstruir”!