Cinema: filme “Chocolate”, de Lasse Hallström.

OUTROS  CAMINHOS  MAIS  DOCES!  –  Parte 1 / 2.

 

O meu querido filho Gabriel, no alto dos seus quinze anos, começa a atravessar a adolescência. E nós, adultos, sabemos que a adolescência é uma passagem de muita efervescência, muitos conflitos e, por isso mesmo, o período das grandes transformações. Tenho procurado acompanhar a trajetória dele bem de perto, mas, no fundo, o que me cabe é torcer para que faça a travessia de modo sereno e possa colher boas lições…

De fato, eu digo isso porque comigo não foi diferente. Ainda que já tenha passado muito tempo, eu também tive que desbravar os meus “caminhos” e muitas “voltas” fui obrigado a dar. Não posso garantir que eu tenha alcançado profundo êxito, mas que estou feliz, lá, isso é verdade.

Curiosamente, uma dessas “voltas” que o destino me proporcionou foi-me ofertada por uma antiga namorada, Bárbara. Sem dúvida, uma criatura especial. Permitam-me narrar certo episódio:

Eu era ainda estudante universitário e Bárbara era colega de faculdade. Não demorou muito e os nossos olhares começaram a conspirar. Aí, sabe como é? Dois “aventureiros” perambulando pelo mundo e dispostos a desvendar os “segredos” da vida… Pimba! Rapidinho e estávamos namorando. Surgindo daí uma paixão avassaladora. Coisa linda!
O tempo ia passando, a paixão sempre presente e, assim, os sonhos eram renovados. Até que veio a formatura. Patrocinada pela mãe, Bárbara recebeu uma irrecusável oferta de estágio na Basileia, Suíça. Céus, a euforia do convite logo deu lugar ao “frio” na barriga. É que sabíamos o que representava um ano de separação… Timidamente, apoiei o projeto, mesmo intuindo os riscos.

O coração de Bárbara, tanto quanto o meu, estava superdividido no dia da partida. No entanto, não se pode abrir mão dos “sonhos” e nós sabíamos disso. No caminho até o aeroporto, uma melodia “martelou” a minha cabeça, impiedosamente: “Ne me quitte pas”. Talvez eu devesse cantar… Mas, apenas um longo abraço, envolto em silêncio, selou aquele momento de despedida.

Após seis meses, veio a trágica notícia: o estágio seria prorrogado por mais um ano. Imediatamente, entramos em pânico. “Por que você não vem para cá?” – Bárbara indagou-me com sofreguidão. “Como, se eu já estou dando um monte de aulas no cursinho?” – respondi, atônito e indignado.

Dizem por aí que o “diabo” é mais ligeiro que os “anjos”, porquanto é determinado. Olha, pode bem ser verdade. O certo é que em menos de um mês eu vendi o carro, a linha telefônica e raspei a poupança que possuía. Com a passagem na mão, embarquei para a Suíça. Extasiado!

 (continua)

Chocolate

Cinema: filme “Chocolate”, de Lasse Hallström.

OUTROS  CAMINHOS  MAIS  DOCES!  –  Parte 2 / 2.

 

A chegada ao aeroporto foi um verdadeiro sufoco, uma vez que tudo me passava pela cabeça. E se ela não estivesse lá?! Sem saber falar uma só palavra em alemão, como eu me safaria?

Contudo, lá estava Bárbara: linda e sorridente! Tão ou mais nervosa do que eu, cujo coração mal cabia no peito. Verdade é que o ardente beijo no saguão do aeroporto constrangeu algumas pessoas, mas nunca fora tão sentido e desejado quanto aquele.
Para custear a minha estada, trabalhei como garçom, tomei conta de crianças e até uva eu colhi nos campos da França. Ah, foram ricas e preciosas experiências, isso sim. E até hoje, decorridos quarenta anos, até hoje, eu tiro proveito daquela incrível viagem.
Quando voltamos ao Brasil, nós fomos morar juntos e somente aí é que eu comecei a conhecer a personalidade de Bárbara. Muito embora ela não se queixasse de nada e demonstrasse estar feliz, no fundo, eu percebia que a sua “natureza” estava sendo violentada. É que Bárbara possuía uma dessas almas irremediavelmente cigana. Sendo assim, eu não achava justo sufocá-la com um bem-comportado casamento, por maior que fosse o nosso amor.

Conversávamos bastante sobre esse tema, mas sempre acabávamos postergando a decisão. Até que um dia, sem que fosse preciso dizer uma só palavra, pressentimos o fim. E como toda e qualquer separação, a nossa foi doída, triste e inconformada…
Passados tantos anos, minha gente, o mais surpreendente é que se eu perguntar aos amigos comuns sobre o paradeiro de Bárbara, as informações serão contraditórias. Seguramente. Uns afirmarão que ela confecciona “batik” em Jacarta, na Indonésia. Outros, dirão que ela mora na cidade do México, tem dois filhos e trabalha numa multinacional farmacêutica. Mas há quem garanta que ela, voluntariamente, cuida das tartarugas-gigantes em Abrolhos. E aí? Quem sabe onde está a verdade? E será que isso realmente importa? Bem… seja qual for o destino que Bárbara tenha escolhido, torço apenas para que esteja feliz. Com sorte, terá mantido aquele maravilhoso sorriso que tanto me cativou. Ah, tomara!

Por fim, o que mais posso dizer sobre essa rica experiência? Ah, quem sabe o meu querido filho Gabriel também consiga viver dias de intensa emoção, buscas e realizações?! No fundo, torço bastante para isso. Afinal, é só o que me cabe!

 

PS.  Apesar de tudo, meus amigos, com o tempo Gabriel perdeu alguns superpoderes. Paciência…  fazer o quê?  É da vida!

 

 

Jazz: a origem dos “blues”…

Pode-se dizer que os cantores de “blues” foram exaustivamente gravados, já a partir de 1920. E até onde se sabe, a primeira artista a figurar nos “race catalogs” foi “Mama Smith”, acompanhada pelos seus endiabrados “Jazz Hounds” (Johnny Dunn, no trumpete, Coleman Hawkins, no sax-tenor e Perry Bradford, na bateria). Além de Bessie Smith, é verdade, outras grandes cantoras despontavam no cenário musical, tais como: Ida Cox, Clara Smith, Stella Yancey e Bessie Tucker, entre as mulheres. E Muddy Walters, John Lee Hooker, Huddie Leadbetter e “Blind” Lemon Jefferson, entre os homens. No entanto, o mais interessante desse período é perceber que as letras das canções possuíam, quase sempre, uma estrutura característica. Ou seja: no início, há uma afirmação contundente, emblemática. E logo a seguir, ela é reiterada na segunda frase para, finalmente, exprimir um desejo ou lamento na conclusão da última estrofe. Sem dúvida alguma, minha gente, esta foi a mais bela “herança” deixada pelas “work songs” e pelos memoráveis “spirituals”. Portanto, sorte a nossa!

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Disco: CD “Alone”, de Bill Evans.

Há quem afirme que a “inspiração” de um escritor é proveniente, quase sempre, da solidão que se abate nele durante o processo. Segundo esses, somente quando os escritores estão sob o domínio da solidão é que conseguem produzir ativamente. Sei não. Pode até ser verdade para muitos deles. Lembro, ao menos, que para o meu tio Holdemar Menezes, extraordinário contista, ganhador do Prêmio Jabuti, a coisa funcionava mais ou menos assim: quando se dispunha a escrever, após maturar em pensamentos os caminhos que o conto percorreria, Holdemar silenciava por completo e a sua comunicação externa adquiria aspectos monossilábicos. Até mesmo comigo, com quem tinha fluência e intimidade, não dava muita bola…  Preferia se trancar no escritório da bela casa, no primeiro andar, e ali ficar enclausurado durante horas, ouvindo jazz ou música renascentista. A única companhia permitida era a velha máquina de escrever e o pincel corretor de textos (sim!, minha gente: havia vida antes do computador!).
Há diversos relatos envolvendo o processo de “criação” de outros célebres escritores. Uns apontam para o “confinamento” e outros nem tanto… O que sei dizer é para mim, desde que era adolescente e escrevia redações para a escola, eu também só conseguia desenvolver minhas ideias no silêncio e reclusão. Por isso, eu apelava para companhia de alguns bons discos. É bem o caso do CD solo de Bill Evans, “Alone”. Eu o adquiri no início dos anos 70 e tem me servido inúmeras vezes de “fonte de inspiração”. Basta ouvir “A time for love” e entrar no clima “noir” criado pela melodia. Assim, eu descubro que o “meu caminho” está bem ao lado…  Portanto, benditas sejam as melodias esparramadas pelos quatro cantos do mundo!

https://www.youtube.com/watch?v=VkpXzZYPhqo

 

Bill Evans

 

Show: a obra de Chico Buarque pela comovida voz de Antônio Zambujo.

A nossa Fundação Catarinense de Cultura está de parabéns com as apresentações musicais que acontecem nos seus espaços, notadamente no Teatro Ademir Rosa.

No dia 14 de novembro de 2017, nós tivemos o privilégio de assistir ao show de Antônio Zambujo, cantando as canções de Chico Buarque. Que coisa linda, minha gente!

Antônio não somente tomou emprestado a beleza e a qualidade do cancioneiro Buarquiano, como também acrescentou às melodias uma capacidade interpretativa jamais alcançada…  Por conta da incontida emoção, o show arrebata a todos do início ao fim. Algo para ficar na memória do majestoso teatro!

Disco: CD “Amorosa”, de Rosa Passos.

Vejam como são as coisas. Eu fui professor de química por mais de trinta anos e, ao que tudo indica, terminei a carreira com o “gosto” de ter sido um bom professor. Daqueles que se preocupam efetivamente com o aprendizado dos alunos. Além disso, minha gente, nunca fui “carrasco” na correção das provas. Muito ao contrário, sempre entendi que o professor tem a obrigação de aproveitar toda e qualquer resposta produzida pelo estudante, ainda que seja apenas proporcional. Afinal, ao avaliarmos os alunos, temos o compromisso de pontuar o que o aluno sabe… e observar o que ficou faltando!
Mas o que eu queria dizer é que após a minha “aposentadoria” do giz e do quadro-negro, enveredei por outros caminhos. O primeiro foi quando cheguei em Florianópolis: tornei-me coordenador editorial de uma importante revista em São Paulo. Lá, aprendi a diagramar, fazer “layout”, revisar textos e, por fim, escrever artigos e crônicas sobre cinema e sobre o jazz, minhas duas paixões ao lado da literatura. Foi um rico aprendizado, creiam-me. O segundo foi quando me aventurei a dar cursos sobre a história do jazz, sobre literatura e sobre o cinema. Aí, meus amigos, eu descobri que a capacidade de o homem aprender é ilimitada. E prazerosa!
“Mas o que isso tudo tem a ver com o disco da Rosa Passos, Carlos”, perguntarão! Céus… queiram me desculpar. É que eu comecei a escutar o CD “Amorosa”, da Rosa Passos e acabei “viajando” nos pensamentos, propiciando essas digressões…
Então, pelo sim ou pelo não, acho que vocês deveriam conferir. Vai que o seu “motivo” é também intrigante e lhe permitirá boas lembranças, não valerá a pena?!

 

Rosa Passos

Cinema: filme “O Expresso da meia-noite”, de Alan Parker.

SOMOS  TODOS  ESTRANGEIROS!

O filme de hoje é o magnífico “O Expresso da meia-noite”, produzido em 1978 por Alan Parker. O que eu posso afirmar a vocês é que a história do filme é impressionante e foi baseada em um caso real, ocorrido com um estudante norte-americano. O roteiro de Oliver Stone, ganhador do Oscar, conseguiu dar a medida das violências, torturas e os interrogatórios cruéis de que foi “vítima” o estudante. Com extraordinária sensibilidade, Oliver Stone penetrou na profunda desesperança em que mergulhara o jovem e conseguiu extrair dos personagens o “lado negro” de suas almas conflitadas. Em contrapartida, para a nossa sorte, ele foi recompensado com a brilhante estreia de Brad Davis e pelo magnífico desempenho de John Hurt. No meu entendimento, os dois atores mereciam ganhar o Oscar. Lá, isso sim!

Pelo visto, nem mesmo Camus ou Kafka, os mestres do absurdo, conseguiriam imaginar tal história. E olha que eles não foram os únicos que se sentiram “estrangeiros” nesse conturbado mundo. É o tal negócio: no fundo, há sempre um pouco desse sentimento presente em cada um de nós. Isto porque, convenhamos, quase todos nós já nos deparamos com situações profundamente “conflitantes”. Ainda que sejam repudiadas, devemos reconhecer que elas fazem parte da trajetória da gente. Afinal, quem não se sentiu perdido, injustiçado e sem perspectivas em algum momento da vida? Quem não experimentou fortes dores ao longo do percurso e, muitas vezes, provou o “pão que o diabo amassou”? Como se as razões extinguissem o bom senso e traíssem qualquer noção de humanismo. Como se o “absurdo” valesse bem mais do que tudo!

O processo desencadeado a partir da prisão do estudante não se compara, decerto, com O Processo – vivido por Josef K., de Franz Kafka. Não obstante, nós podemos observar idêntica degradação a que um homem pode ser submetido. Degradação essa, meus amigos, que nenhuma criatura desse mundo merece viver, por mais “abominável” que ela possa ser… E esta degradação foi muito bem representada na cena da marcha “silenciosa e louca” dentro do pátio interno da cadeia. É uma cena forte e angustiante, sem dúvida, mas impecável. Estarrecidos, vemos os presos caminhando “conformados” em um labirinto asfixiante. Com passos lentos, eles caminham sem nenhum motivo. Sem sentido algum. Simplesmente, caminham. Como se estivessem “Esperando Godot”… Meu Deus, por que “sempre pela direita?”

Verdade é que muitos pensadores já se reconheceram encurralados pelo mundo “normal”. E por certo, eles já devem ter se sentido “impotentes” diante dos acontecimentos da vida. Paciência! Fazer o quê?! Bertolt Brecht, por exemplo, foi um que declarou: “Eu vivo num tempo sombrio. / A inocente palavra é um despropósito. / Uma fonte sem ruga denota insensibilidade. / Quem está rindo é porque não recebeu ainda a terrível notícia!” Será isso loucura? Será absurdo? Nem sempre, minha gente… nem sempre!

Rainer Maria Rilke foi outro que se deparou com tais emoções. Em Cartas a um jovem poeta, ele nos aconselhava: “… mas não se importe. Uma só coisa é necessária: a solidão, a grande solidão interior. O que é preciso é caminhar em si próprio e, durante horas, não encontrar ninguém – é a isto que é preciso chegar”. Pois é. Nós até podemos acalentar esse conselho, contudo, é extremamente complicado pôr em prática, não acham?!

Muito embora o filme esteja completando 40 anos, o que se percebe é que a linguagem adotada – texto, fotografia e roteiro – permanece extremamente atual. Por sinal, são raros os filmes antigos a que conseguimos assistir com igual prazer (ou dor!) tempos depois. É bem o caso do “O expresso da meia-noite”. Impiedosamente, ele se revela incisivo e corajoso, à medida que aborda uma história absurda e desumana, bastante presente em nossos dias. Talvez por isso, ele acabou se tornando um filme “emblemático”, capaz de seduzir e agradar a quase todos. Ao menos, os que se deixam emocionar!

Sabemos que a história da humanidade está repleta de exemplos de violências e castigos impostos aos semelhantes. Perversamente, quase todos são movidos por ódios ou fanatismos, ou seja, aqueles velhos e equivocados sentimentos que reduzem o “homem” a uma condição quase primitiva…

A despeito de tudo, eu sou um otimista incorrigível e conservo fortes esperanças na vida e no homem. Sim, minha gente! Apesar dos pesares, eu continuo a acreditar no “homem”, porque acredito na “arte” que está nele. E por sorte, arte é o que não falta nesse belíssimo filme!
Em momentos como esse, em que chegamos a duvidar do bom senso e quase perdermos as esperanças no homem, eu me lembro, então, de Alexander Solzhenitsyn: “Seus relógios estão atrasados. Fechem as cortinas de que tanto gostam, pois vocês sequer suspeitam que lá fora existe a luz do sol.”

 

Expresso

Literatura: Luís Fernando Veríssimo.

Eu estava organizando algumas fotos, novas e velhas, quando me deparei com uma série de imagens que havia feito ao visitar a Feira Cultural do colégio do meu filho. Lá, havia um grande painel, afixado na parede, contendo diversas frases de renomados escritores. É bem verdade que muitas delas eu já conhecia e admirava, mas houve uma que me chamou a atenção em especial: a do escritor Luís Fernando Veríssimo. Dizia no improvisado cartaz: “Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas!”

Céus…  Aquilo me bateu fundo! Senti até saudades das densas e ricas sessões de terapia com o solidário Alexandre Kahtalian porque, minha gente, estando próximo dos 67 anos de vida, inevitavelmente surge a pergunta: “Se mudarem as minhas perguntas, o que faço das respostas que garimpei até agora?!”

Pois é, meus amigos, queira ou não isso é algo que terei que encarar. E, por certo, haverei de responder às indagações que o mundo colocar em minha frente. Porquanto a vida, desafortunadamente, não pede intervalo para a pausa e tão pouco concede “salvo-conduto” aos inadimplentes…

Por outro lado, eu festejo a chegada dessas “novas” demandas, visto que somente assim eu terei, de fato, novas possibilidades nas respostas. E aí, que sabe, eu possa acertar algumas “coisinhas” que não soube responder adequadamente nas primeiras vezes, concordam comigo?!

Luis Fernando Veríssimo

 

Família: João Pedro e o urso…

Pelo sim ou pelo não, na hora da comida sempre aparece um “amigo urso”…  Por isso, é bom ficar atento, João Pedro!

Um beijo carinhoso e um “cheirinho” do vovô.

JP

Cinema: quando o “rapto” é permitido!

É sabido que um bom filme é composto por diversos atributos. Para os amantes da sétima arte, por exemplo, de nada adianta ter-se uma bela história para contar sem que haja outros importantes componentes presentes, tais como: enredo, fotografia, texto, roteiro, elenco e por aí vai… O pior de tudo é que ainda assim, muitas vezes, ocorre de se reunir tudo isso mas, faltou dinâmica, sinergia ou coisa que o valha. Moral da história: fazer um bom filme, sem dúvida, é algo extremamente difícil. O que dirá uma “obra-prima”?!

No entanto, para nossa sorte, de quando em quando surge no circuito um desses filmes inesquecíveis. Antológicos. Maravilhosos. E aí, invariavelmente, ao nos debruçarmos para avaliar o produto, em detalhes, veremos que há um pouco de tudo presente na consagrada obra.

Tomemos o exemplo do inesquecível “Cinema Paradiso”. Lembram? Ah, meus amigos, eu devo ter visto este filme uma dezena de vezes… e, em todas, juro, eu me emocionei comovidamente com a história. É que amparado em um elenco primoroso e tomado pela atmosfera criada pela história, bem como pela soberba trilha sonora de Ennio Morricone, o resultado não podia ser outro: uma obra-prima! Confesso a vocês que chorei todas as vezes que assisti ao filme. Pudera! É que Giuseppe Tornatore, como um verdadeiro mago, consegue nos raptar com o seu encantado enredo, do início ao fim. De tal modo que, ao final da película, ninguém escapa ileso. E o que nos resta, minha gente, é tão somente “reverenciar” o talento do grande gênio!

Portanto, insisto em declarar: sorte a nossa de existirem incríveis criaturas produzindo verdadeiras obras-primas. Desse modo, nós podemos fazer certas “expiações” tomando emprestado um filme aqui e outro acolá. Tudo isso, é claro, com o “tácito consentimento” desses fabulosos cineastas.

Abençoados sejam!

Tempos1
Tempos  Modernos
Tempos2
Cinema  Paradiso
Tempos3
E  o  Tempo  Levou.