Jazz: a “Era das Big Bands”

É sabido que o jazz, muitas vezes, andou atrelado à contravenção. No apogeu do ragtime (1897 – 1917), por exemplo, os famosos “gângsteres” de Chicago, New Orleans e Nova Iorque mandavam e desmandavam nos destinos da música americana. E nos cabarés, quase todos controlados pelos mafiosos, somente os músicos apadrinhados podiam tocar ou cantar. Pouca coisa se podia fazer sem a permissão dos “donos” das cidades. Os conhecidos “vaudevilles” – shows musicais com a participação de dançarinos – imperavam em todos os cantos. Era a “febre” da dança e de intensa produção musical, como no caso das “Dixieland Bands”. Foi um período muito fértil musicalmente e grandes nomes foram lançados: Jelly Roll Morton, King Oliver, Scott Joplin, Buddy Bolden, Fats Waller e tantos mais. É bem verdade que muitos músicos dessa época sobreviveram às custas do “dinheiro sujo”. Eram tempos difíceis!

De certa forma, a Primeira Grande Guerra serviu como marco divisório na história do jazz, pois, logo a seguir, ressurgiu fortemente o “blues”. No entanto, se antes o “blues” exortava à dor e às dificuldades dos “errantes” negros do Sul, passou, depois disso, a expressar temas voltados para os problemas do amor. A década de 1920 viria a ser a “idade de ouro” dos “blues” vocais, que dominaram o país e influenciaram definitivamente o jazz!

 

A Era das Big Bands.

 

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...