Memórias: Aurélia Nattir, a “alma gêmea” de minha mãe, Jarina Menezes.

Não faz muito tempo que eu, minha esposa e meu filho fomos almoçar em Coqueiros, um bairro lindíssimo da Florianópolis continental. Ao sairmos do restaurante, eu tive a ideia de ligar para Dona Aurélia Nattir, uma baita artista plástica, que foi a melhor amiga de minha falecida mãe. Além da forte emoção que tivemos ao nos abraçarmos demorada e carinhosamente, ficamos lembrando a figura sorridente e doce de Dona Jarina Menezes. É que Dona Aurélia possuía na sala de visitas algumas peças que foram presenteadas por minha mãe. E ela narrava tudo aquilo com profundo orgulho e gratidão.

Da ampla varanda de sua casa, nós admirávamos a belíssima paisagem da enseada de Coqueiros, que é um verdadeiro cartão postal. Mostrei ao Gabriel, meu filho, os maravilhosos quadros de Dona Aurélia, expostos na sua grande sala. E comentei com ela sobre o quadro que me presenteara, há alguns anos, que ocupa o lugar de destaque na minha sala de estar.

Ao final, mais uma vez nos abraçamos com carinho e nos despedimos. Quando voltávamos para casa, sem que ninguém comentasse, tivemos aquela sensação de que havia ali no carro alguém mais feliz do que eu, Zelândia e Gabriel. Sim, meus amigos…  Por certo, era minha mãe!

Quadro: Aurélia Nattir

Aurélia Nattir

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...