Disco: CD “Paraíso”, com Gerry Mulligan e Jane Duboc.

Sem nenhuma cerimônia, eu confesso: sou fã incondicional de Gerry Mulligan. Minha Nossa Senhora, como ele toca meu coração. Como me emociona. Sempre!
No entanto, vejam vocês, há quem o considere “bem comportado” demais… Talvez por que seja um “branquelo”, inda por cima com pinta de sueco! Mas, calma aí, minha gente. “Tadinho” dele. Na verdade, Gerry Mulligan é americano, e de Nova Iorque. Estudou música na Filadélfia. Trabalhou no grupo de Miles Davis. Formou um quarteto fenomenal com a parceria de Chet Baker. Ufa! Ou seja, seu pecado, se é que houve, foi não nascer crioulo!! Aliás, há uma gravação dele com o Astor Piazzolla, intitulada “Summit” (“Reunión cumbre”, em espanhol), que é uma coisa do outro mundo. Antológica. Para ficar definitivamente na história! Lembro até que uma das faixas do disco, precisamente “Years of solitude”, foi o tema-canção da extraordinária peça de teatro “O beijo da mulher aranha”, baseada no homônimo livro (e igualmente sensacional) do escritor Manuel Puig. Pois muito bem… Apaziguadas as partes, vamos ao que interessa. O disco tem o vocal da nossa maravilhosa Jane Duboc e se intitula “Paraíso”. Céus! Nunca um nome foi tão feliz quanto esse. Pois quando ouço a Jane cantar “Bordado” é exatamente lá que me sinto! Nos braços dos arcanjos, que podem tocar cítaras ou saxofones, não importa. Basta que embalem meu sono e me façam crer que a “derradeira” viagem não será tão ruim assim… Com sorte, talvez eu venha a ser tão acalentado como em “Tarde em Itapoan”… Licença, meu Senhor?

PS.  Este texto é dedicado ao extraordinário músico, Fidel Piñero, que toca um baita trompete. Saravá, irmão!

https://www.youtube.com/watch?v=KRqUczwsmy4

 

Gerry Mulligan

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...