Disco: CD “Amorosa”, de Rosa Passos.

Vejam como são as coisas. Eu fui professor de química por mais de trinta anos e, ao que tudo indica, terminei a carreira com o “gosto” de ter sido um bom professor. Daqueles que se preocupam efetivamente com o aprendizado dos alunos. Além disso, minha gente, nunca fui “carrasco” na correção das provas. Muito ao contrário, sempre entendi que o professor tem a obrigação de aproveitar toda e qualquer resposta produzida pelo estudante, ainda que seja apenas proporcional. Afinal, ao avaliarmos os alunos, temos o compromisso de pontuar o que o aluno sabe… e observar o que ficou faltando!
Mas o que eu queria dizer é que após a minha “aposentadoria” do giz e do quadro-negro, enveredei por outros caminhos. O primeiro foi quando cheguei em Florianópolis: tornei-me coordenador editorial de uma importante revista em São Paulo. Lá, aprendi a diagramar, fazer “layout”, revisar textos e, por fim, escrever artigos e crônicas sobre cinema e sobre o jazz, minhas duas paixões ao lado da literatura. Foi um rico aprendizado, creiam-me. O segundo foi quando me aventurei a dar cursos sobre a história do jazz, sobre literatura e sobre o cinema. Aí, meus amigos, eu descobri que a capacidade de o homem aprender é ilimitada. E prazerosa!
“Mas o que isso tudo tem a ver com o disco da Rosa Passos, Carlos”, perguntarão! Céus… queiram me desculpar. É que eu comecei a escutar o CD “Amorosa”, da Rosa Passos e acabei “viajando” nos pensamentos, propiciando essas digressões…
Então, pelo sim ou pelo não, acho que vocês deveriam conferir. Vai que o seu “motivo” é também intrigante e lhe permitirá boas lembranças, não valerá a pena?!

 

Rosa Passos