Artes Plásticas: a carreira artística de Jarina Menezes.

A vida artística de minha mãe iniciou-se no Rio de Janeiro. Ela foi autodidata e teve os primeiros ensinamentos nas técnicas da pintura no Centro de Arte Contemporânea. Lá, participou de diversos eventos.

Do Rio de Janeiro, Jarina veio morar em Florianópolis, onde residiu por mais de vinte anos na bela Lagoa da Conceição. E aqui ela ampliou os conhecimentos nas técnicas da arte que escolhera.

Pode-se dizer que Jarina foi essencialmente uma desenhista, embora trabalhasse com outras técnicas: óleo, acrílico e xilogravura. No entanto, todos reconhecemos, ela era especialmente amante do papel e com ele elaborou os melhores desenhos. Utilizava tinta Ecoline para fazer as manchas de forma aleatória nas diversas cores e, no segundo momento, construir as formas e seus contornos com o auxílio do nanquim e bico de pena.

Mamãe sempre foi uma forte admiradora de Picasso, Miró e do grande desenhista Hans Bellmer.

De modo geral, Jarina se sentia gratificada pelo reconhecimento que alcançou como artista. Expôs seus trabalhos na Espanha, Portugal e na Bélgica. E orgulhava-se de ter sido selecionada, dentre os 287 artistas do mundo, para participar do Museo Español de Arte Comteporaneo, em Madrid, no ano de 1981. Em Portugal participou da “Lis Internacional Show”, na Sale de Exposition de la Mairie Vila Real.

No Brasil, Jarina foi premiada com a Medalha de Ouro da Associação Brasileira de Desenho no ano de 1975, no Rio de Janeiro. A primeira Medalha de Bronze foi conquistada no Clube Militar do Rio de Janeiro em 1976 e a outra Medalha de Bronze recebeu da Associação Brasileira de Desenho do Ministério da Educação e Cultura em 1977. Recebeu, também, Menção Honrosa nas exposições do Clube Militar em 1975, na Sociedade Brasileira de Belas Artes em 1975, no XI Salão Feminino da Sociedade Brasileira de Belas Artes em 1975, entre outras.

Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras coletivas em algumas cidades do Brasil.

Em Florianópolis, participou da Retrospectiva do Museu de Arte de Santa Catarina em 1990, com a curadoria de Harry Laus e dos 1º e 2º Indicador Catarinense das Artes Plásticas. Pertenceu ao Conselho Deliberativo da Fundação “O Mundo Ovo de Eli Heil” e foi Conselheira da Fundação Hassis.

No ano 2001, Jarina preparou os associados para receberem a nova diretoria da ACAP. Seu desejo era passar aos colegas jovens a experiência vivida na Instituição, bem como, a que acumulou durante o longo caminho da vida artística, iniciada em 1969.

Segundo Jarina, “…a arte deve ser levada a sério. Quando um artista se sente incompreendido, não deve repudiar aqueles que estão no seu entorno. Muito pelo contrário, deve procurar no seu interior as reais razões desse sentimento…”

(esteja onde estiver, minha mãe, receba o meu carinhoso beijo e o reconhecimento do seu enorme valor!)

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Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...