Artes Plásticas: a grande viagem de Jarina Menezes!

Olha, minha gente, eu gostaria de contar um “causo”. E, creiam-me, é um causo bem interessante. Raro. Peculiar, eu diria. No entanto, eu já devo alertar a todos: não se trata de grandes caçadas ou incríveis pescarias. Tão pouco contempla bicho estranho ou toda sorte de proezas extraídas da fértil imaginação dos homens. Não, meus amigos… Longe disso! A “estória” que vou relatar é simples feito um vestido de chita mas, tenham a certeza, ela é cheia de riquezas outras. É a estória que narra a vida de uma corajosa nordestina, cujo nome era “Francisca Jarina”. Sim! Ela foi mãe de oito filhos, dos quais “seis vingaram”. Além disso, sorte a nossa, ela ainda teve tempo para se tornar uma baita artista plástica…
Eta, mulher danada de boa! Ou, como se diz naquelas bandas: Jarina foi uma tremenda “cabra boa da peste”!
Como um dos filhos foi acometido por grave doença, Jarina saiu do seu velho Ceará, com os seis rebentos debaixo das asas e veio ao Rio de Janeiro com a missão de “salvar” o menino “Zeo”, sem lograr o merecido êxito. Foi pena…  Foi, também, uma viagem que, naquela época, levava dez horas pela Real Transportes Aéreos, pingando em todos os aeroportos que existiam no caminho.

Vocês podem imaginar o esforço empreendido pela aquela mulher corajosa. Sair de sua terra natal, carregando todos os filhos pequenos e tendo que dar conta de tudo em tempo real. Não deve ter sido nada fácil. Contudo, como uma aguerrida mãe que zela pelos seus, Jarina cumpriu a sua missão e chegou ao Rio de Janeiro. Em 1955.

 

Mulher 4

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...