Disco: ” Fine and Dandy”, com Stephane Grappelli.

Meus amigos, convenhamos, ele é a carinha mais simpática do mundo do jazz! E no meu imaginário, confesso: sempre sonhei com um “avô” assim… Meu Deus, como esse “endiabrado” velhinho tocava bem! Seu violino mais parecia o prolongamento do coração, que certamente não cabia no peito. Basta ouvir Stephane Grappelli tocar “Over the rainbow” e, imediatamente, sinto-me como uma criança em o “Mágico de Oz”: siderado! Sua música é tão mágica quanto o filme. Pura fantasia. Coisa linda!
O disco “Fine and Dandy” é mais uma dessas “adaptações brasileiras”, cujo objetivo é faturar em cima do nome do artista. Paguei apenas “cinco pratas” pelo meu, vejam vocês… No entanto, chego a acreditar que o nosso querido Grappelli ficaria feliz com a notícia, pois sempre foi irreverente e despojado!
Ouçam “I can´t get started” ou “Nature boy” e sentirão os acordes mais “soltos” que o violino consegue aceitar, sem queixas. Pudera! Grappelli desliza pelas cordas como se acariciasse o corpo da mulher amada…
Ah, eu sinto tantas saudades do som daquele violino, da leveza com que “passeava” pelas músicas… Por isso, envio um saudoso beijo ao meu querido e “adotado vovô Grappelli”. Sua bênção, vô!

Stephane

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...