Jazz: os novos tempos do jazz!

OS NOVOS TEMPOS

É bastante comum ver pessoas mais idosas alegando que “no seu tempo era tudo diferente” ou coisa que o valha. Sei bem. Eu acredito que todos percebem que as coisas ficaram mais difíceis. Com o correr do tempo, meus amigos, nós perdemos um pouco daquele atendimento “pessoal” a que estávamos acostumados. É que nesses tempos bicudos a pressa tomou conta da humanidade e, ao que tudo indica, não poupa ninguém!
Também é verdade que existe um perigoso processo que busca cada vez mais acelerar as demandas, sejam elas quais forem. Assim, ao sairmos de casa, já ligamos o GPS para saber o melhor caminho a seguir. Depois, no trabalho, efetuamos diversas reuniões na busca das soluções mais práticas e velozes respostas. Ao fim do dia, convenhamos, nos sentimos exaustos sem saber por qual motivo… e aí? O que fazer?!
Na verdade, as possíveis soluções são sempre individuais e, no fundo, não há receita milagrosa. O que vale mesmo é encontrar um “jeito certo” para harmonizar nossos sedentos espíritos. E aí, novamente, caberá a cada um de nós encontrarmos a forma de reequilíbrio. Ou não, como diria Caetano…
O que sei dizer é que essa peleja não é fácil de jogar, minha gente. Há quem passe a vida inteira sem conseguir encontrar o seu “jeito”… Paciência, fazer o quê?!
E já que eu citei o Caetano, então, não custa lembrar outra frase dele: “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!”

(Assim como ocorreu no jazz, em todos os tempos, sempre haverá o sentimento de vivermos “novos tempos”.)

Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...