Recordações de Salvador – Parte 1 / 2

Há quem afirme que o baiano não nasce. Ele simplesmente “estreia”!
Talvez seja assim, minha gente, embora eu não posso afiançar. Mas que tem tudo para ser verdade, lá, isso tem. O que posso assegurar é que aquela gente é muito mais esperta do que nós. Sabem viver bem. A prova disso é já faz tempo que eles largaram para trás o tal do “stress”. Enterraram em um canto qualquer da cidade e ninguém deu falta… Ainda bem!
Aliás, foi em 2014 que eu tive o privilégio de passar uma semana inteira naquela abençoada terra de Todos os Santos. Sim, não é à toa que todos os santos protegem aquela gente. Porquanto eles fazem por merecer. São gentis, bem humorados e recebem a todos com os braços mais abertos do que o Cristo Redentor.
Eu havia ido a Salvador apenas uma vez e isso já fazia muito muito tempo. Portanto, a imagem que eu guardava era de uma cidade suja e que cheirava mal. Ledo engano. Salvador se modernizou. Construiu novas avenidas e revitalizou toda a orla, dando ares de moderna metrópole, sem perder o agradável “jeitinho” de província. Daí porque você anda por todos os lados e é sempre recebido com largo sorriso e a calma baiana que, de tão espetacular, chega a “irritar” os mais apressadinhos. Coisa linda!
Um dos primeiros passeios que fizemos foi visitar a casa de Jorge Amado, no bairro do Rio Vermelho. Meu Deus do Céu, o que foi aquilo?! Dá vontade de morar ali, meus amigos, tal é o aconchego que sentimos. Em cada cômodo da casa nós temos uma imensa surpresa. Pois aos olhos de todos, logo nos primeiros momentos, fica evidente o prazer que o casal tinha em receber amigos para uma boa prosa. Jorge e Zélia, ao que tudo indica, foram muito felizes naquele espaço majestoso. E deixaram inúmeros registros dessa felicidade espalhados nas diversas salas e quartos daquele encantado lar. O visitante que aceita passar o dia na “Casa do Rio Vermelho”, por certo, será recompensado ao acolher os bons fluídos que emanam de lá…

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Publicado por

Carlos Holbein

Professor de química por formação ou "sina" e escritor por "vocação" ou insistência...

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