PELAS RUAS DO RECIFE (Final)

Viajar, meus amigos, talvez seja uma das coisas mais prazerosas dessa vida. Principalmente, quando a gente se permite experimentar novos olhares e novas sensações, sem julgamentos prévios sobre o que vem pela frente. Quase sempre a resposta é positiva e quem lucra com isso somos nós.
Há duas semanas atrás estávamos eu, minha esposa e o nosso filho desvendando os caminhos do Recife. Confesso a vocês: foi uma das mais belas viagens que fizemos. Porquanto a atmosfera do velho Recife conspira favoravelmente, propiciando ao turista descobertas sensacionais. São sensações que vão dos sabores e aromas da culinária ao colorido intenso das paisagens. Tudo isso, é verdade, regado ao bom tempero do humor pernambucano e a diversidade cultural que ali se vislumbra.
Curiosamente, a primeira percepção que tivemos sobre os pernambucanos foi inusitada. Eu explico. É que quando eles estão conversando, muitas vezes, parece até que estão tendo uma acalorada discussão. Isto porque o jeito de falar deles é vigoroso e, algumas vezes, soa áspero. Contudo, se você se dirige a qualquer pessoa e pergunta algo, aí, sim, a gentileza é a tônica. Param para ouvir e respondem com todo interesse e delicadeza.
Outro aspecto que nos impressionou na viagem é que o turismo praticado por eles é cuidadoso e não predatório como vemos em tantos lugares por aí. Os preços são condizentes e não aviltam o bolso do viajante. Come-se muito bem por um preço justo.
Aliás, na véspera do nosso retorno, minha gente, eu fui conhecer o famoso restaurante “Parraxaxá”, especializado em comidas típicas nordestinas, tais como “carne de sol”, feijão de corda, escondidinho de macaxeira e farofa de bolão. Tudo isso sem falar do bolo Souza Leão, da Cartola e do doce de jaca, uma vez que a tapioca eu já conhecia do meu Ceará.
Por último, resta falar da incrível diversidade cultural. Afinal, Recife não respira apenas o frevo. Muito ao contrário, aonde quer que se ande encontramos espaços culturais devidamente explorados com orgulho e tradição. Que vão do Centro Histórico, no “Marco Zero”, ao deslumbrante Instituto Ricardo Brennand, com o seu majestoso palácio medieval. Ah, Recife… nos aguarde. Já, já estaremos de volta. Com certeza!